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Assassinato suspende campanha eleitoral na Espanha

Os maiores partidos políticos da Espanhacancelaram seus comícios de final de campanha na sexta-feira,dois dias antes da eleição, depois de um ex-vereador do PartidoSocialista, atualmente no comando do país, ter sido assassinadono País Basco. Isaias Carrasco, pai de três filhos, foi morto a tiros nafrente de sua mulher e de uma filha pequena, na cidade deMondragón, às 13h30 (9h30 em Brasília), afirmaram a polícia,autoridades do Partido Socialista e testemunhas. "Eu olhei para fora da janela e vi a mulher e a filha dele,em cima dele, gritando: 'Assassinos, assassinos'. O peito deleestava coberto de sangue e as duas tinham sangue nas roupas",afirmou uma moradora da cidade ao canal de TV CNN+. Ninguém assumiu a responsabilidade pela morte de Carrasco,mas, o ministro de Interior da Espanha, Alfredo PerezRubalcaba, culpou o grupo rebeldes separatista basco ETA peloassassinato do político. O primeiro-ministro socialista espanhol, José LuisRodríguez Zapatero, que interrompeu as negociações de paz com oETA em dezembro de 2006, aparece à frente do Partido Popular(PP), liderado por Mariano Rajoy. nas pesquisas. Zapatero tornou-se primeiro-ministro como resultado de umasurpreendente vitória ocorrida depois de atentados a bomba em2004, quando extremistas islâmicos detonaram explosivos emtrens de Madri, matando 191 pessoas. Não se sabe ao certo ainda qual o efeito do assassinato desexta-feira sobre as eleições parlamentares de domingo.Zapatero lançou ações de repressão contra o ETA, mas o PP jáacusou o premiê de ter sido leniente demais com os separatistasbascos. "Isso pode fazer com que aumente o comparecimento àsurnas", disse Julian Santamaria, professor de política daUniversidade Complutense, em Madri. Santamaria disse, noentanto, não acreditar que o ataque altere as intenções devoto. Tanto o Partido Socialista quanto o Partido Popularanunciaram o cancelamento de seus comícios de sexta-feira,último dia da campanha. À FRENTE NAS PESQUISAS O PP, fundado por simpatizantes do ex-ditador FranciscoFranco, aparecia 4 pontos percentuais atrás dos socialistas emuma pesquisa divulgada na segunda-feira, quando entrou em vigoruma proibição de que levantamentos do tipo fossem publicadas. Mas, historicamente, os eleitores de esquerda costumamcomparecer menos às urnas que os de direita, e a surpreendentevitória de Zapatero em 2004 deveu-se, em parte, a um númeroanormalmente alto de eleitores jovens que ficaram indignadoscom o fato do então governo espanhol, do PP, ter culpado o ETApelos atentados nos trens. O premiê aposta em suas políticas liberais, tais como alegalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo e afacilitação do divórcio, para levar os eleitores jovens àsurnas apesar dos sinais de que está no fim um boom econômicoalimentado por um aumento no preço dos imóveis e por uma maioroferta de crédito. Os socialistas esperam que gastos maiores eminfra-estrutura e 400 euros em restituição de impostos mantenhaa economia da Espanha crescendo a uma taxa anual de 3 por centoe crie empregos para os operários da construção civil. O PP deseja cortar impostos que incidem sobre os salários eas empresas, além de defender um maior controle sobre aimigração a fim de reduzir os gastos com os serviços públicos. (Reportagem adicional de Ben Harding, Teresa Larraz, SonyaDowsett, Jane Barrett, Elisabeth O'Leary, Raquel Castillo,Inmaculada Sanz e Arantza Goyoaga em Bilbao)

JASON WEBB, REUTERS

07 de março de 2008 | 12h42

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