Assessor do líder opositor britânico se demite por escândalo

Governo e oposição estão sob pressão por mau uso de dinheiro público apontado em denúncias

Agências internacionais,

14 de maio de 2009 | 12h55

Um assessor do líder de oposição britânico David Cameron pediu demissão nesta quinta-feira, 14, após denúncias revelarem diversos gastos com verba pública considerados inaceitáveis. É a primeira baixa desde que o escândalo de mordomias no Parlamento britânico veio à tona.

 

O primeiro-ministro Gordon Brown e o partido de centro-direita de Cameron estão sob pressão para reduzir as despesas de legisladores, após diversos gastos feitos com dinheiro público terem sido publicados pelo jornal The Daily Telegraph.

 

O conservador Andrew Mackay renunciou ao posto de auxiliar político de Cameron depois que um exame nas suas contas revelou uma situação insustentável. Mackay foi o primeiro a perder seu emprego após o escândalo. "As contas revelaram uma situação que eu não considero razoável ou aceitável. Ele renunciou logo em seguida e eu aceitei", disse Cameron.

 

Mackay havia requisitado ao Parlamento o pagamento de parcelas da hipoteca de uma propriedade sua em Londres adquirida em comunhão com sua mulher, Julie Kirkbride, outra parlamentar conservadora que já havia solicitado uma residência funcional.

 

Escândalo

 

Entre as denúncias publicadas pelo The Daily Telegraph estão a de que parlamentares usaram o auxílio-moradia para reformar a própria casa e pagar prestações de imóveis.

 

Políticos acusados de ter abusado dos cofres públicos prometeram na quarta pagar o que devem ao governo em uma tentativa de reduzir a fúria da população. O ministro da Saúde, Phil Hope, anunciou que devolverá pouco mais de US$ 63 mil gastos com a compra de mobília de sua segunda casa. Hazel Blears, outra ministra, também prometeu repor milhares de dólares em impostos depois que ela foi criticada por não pagar as taxas da venda de um imóvel.

 

Membros do Parlamento britânico ganham, por ano, US$ 92.795. Nos últimos 12 meses, eles tiveram direito a um auxílio adicional de US$ 200 mil para cobrir gastos de gabinete - incluindo os salários de assessores - e despesas de moradia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.