Assessor pede mais atenção às buscas por Madeleine

Ex-jornalista da BBC, novo porta-voz da família McCann critica o que considera especulação

BBC Brasil, BBC

18 de setembro de 2007 | 08h55

O novo porta-voz dos pais de Madeleine McCann, a menina britânica de três anos de idade que desapareceu enquanto passava férias com a família em Portugal, pediu que o foco da investigação volte a ser encontrar Madeleine.  Veja também:Polícia quer investigar passado depressivo da mãeKate admite que a filha era uma criança 'difícil'Falhas no caso Madeleine Cronologia  Clarence Mitchell atacou o que classificou de "especulação desenfreada, sem fundamento e inexata dos últimos dias". O ex-jornalista da BBC disse que os McCann eram "vítimas inocentes de um crime hediondo" e acrescentou que qualquer sugestão de que Kate e Gerry McCann teriam feito mal à filha era absurda. "Na verdade, seria engraçado se não fosse tão sério", disse Mitchell, que substituiu a assessor Justine McCann, que pediu demissão na semana passada, alegando cansaço e que a ordem de silêncio da Justiça portuguesa contra os McCann impedia o trabalho dela. O novo porta-voz, que pediu demissão do seu emprego no governo britânico para assessorar os McCann, disse que há explicações perfeitamente inocentes para tudo o que a polícia possa ter encontrado durante a investigação. Madeleine McCann desapareceu na Praia da Luz, no balneário português do Algarve, no dia 3 de maio. Seus pais, os médicos Gerry e Kate McCann, lideraram uma campanha internacional para tentar encontrar a filha. Mas o caso tomou um rumo inesperado, quando a polícia portuguesa decidiu declarar o casal suspeito pelo desaparecimento da filha. Um juiz investigador português está examinando os documentos sobre o caso e pode decidir ainda esta semana qual o rumo a ser tomado. Testes feitos em um laboratório governamental na Grã-Bretanha encontraram vestígios do DNA de Madeleine no porta-malas de um carro alugado pela família após o sumiço da menina. Entretanto, o chefe nacional da polícia de Portugal, Alipio Ribeiro, disse na semana passada que os resultados dos testes não eram conclusivos e que a investigação deveria continuar. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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