Ataque de desertores na Síria parece 'guerra civil', diz Rússia

O ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse nesta quinta-feira que o ataque de desertores do Exército sírio contra um complexo de inteligência se parecia com um ato de guerra civil e reiterou o pedido de Moscou de abertura de negociações entre o governo Sírio e seus opositores.

REUTERS

17 de novembro de 2011 | 16h50

Ele disse que tais negociações deveriam ocorrer na sede da Liga Árabe.

"Assistimos a notícias na televisão indicando que uma nova força, o chamado Exército Livre da Síria, eu acredito, organizou um ataque contra um prédio do governo... pertencente às forças armadas sírias. Isso já é completamente igual a uma verdadeira guerra civil", disse Lavrov a jornalistas, após encontro com o ministro de Relações Exteriores da índia, S.M. Krishna, em Moscou.

O ataque ao complexo de inteligência na periferia da capital síria, Damasco, ocorreu na madrugada de quarta-feira.

A Rússia pediu a Assad a implementação mais rápida das reformas prometidas, mas disse que seus opositores também têm culpa pela violência.

Segundo a Organização das Nações Unidas, mais de 3.500 pessoas morreram desde o início da repressão do governo contra manifestantes, há oito meses.

A Rússia e a China vetaram, no mês passado, uma resolução no Conselho de Segurança da ONU que teria condenado o governo de Assad pela violência.

(Reportagem de Thomas Grove)

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