Atentado contra Universidade de Navarra deixa 28 feridos

Governo espanhol responsabiliza ETA pela explosão com carro-bomba; nenhum grupo assumiu autoria

Agência Estado e Associated Press,

30 de outubro de 2008 | 17h01

Um carro-bomba explodiu na manhã desta quinta-feira, 30, em um estacionamento da Universidade de Navarra, em Pamplona, no norte da Espanha, informou a Rádio Nacional da Espanha. Segundo o jornal El País, o ataque deixou 28 pessoas feridas, provocou o incêndio de um prédio nas imediações e, de acordo com as autoridades, foi obra de separatistas bascos. Nenhum grupo, no entanto, assumiu até agora a autoria do atentado. Autoridades espanholas disseram que o ataque foi feito pelo ETA (Pátria Basca e Liberdade) e poderia ter causado um grande número de mortos, porque ocorreu sem aviso em uma área bastante movimentada do campus.   "Mais uma vez, o ETA exercitou a covardia", disse José Antonio Alonso, porta-voz no Parlamento do primeiro-ministro da Espanha, José Luiz Rodríguez Zapatero. A explosão causou vários danos em veículos próximos, segundo Amaya Zaratiegui, porta-voz da Clínica Universitária. "Foi uma explosão muito potente, muito poderosa." Além dos veículos pegarem fogo, as vidraças nos prédios das imediações foram estilhaçadas.   O ministro do Interior da Espanha, Alfredo Pérez Rubalcaba, disse que as 17 pessoas atingidas no atentado foram feridas sem gravidade, a maioria por estilhaçados de vidros. Segundo ele, um homem que disse falar em nome do ETA telefonou uma hora antes da explosão para as autoridades em Vitoria, capital do País Basco, avisando que uma bomba colocada em um Peugeot branco iria explodir "no campus da universidade."   A polícia pensou que a explosão seria na Universidade de Vitoria, fez uma varredura no local e não encontrou nada, disse o ministro. Então, a bomba explodiu sem nenhum aviso em Pamplona, que fica 100 quilômetros ao leste de Vitoria. Um dos comandos do ETA foi desarticulado nesta semana. A polícia deteve na terça-feira três homens em Pamplona e uma mulher em Valência acusados de pertencer a comandos do ETA.   Em 24 de maio de 2002, o ETA realizou outro atentado na Universidade de Navarra. Um carro-bomba com 20 quilos de explosivos foi pelos ares, no mesmo lugar, em frente ao edifício central do campus. Houve vários danos, porém ninguém ficou ferido com gravidade.   Repercussão   O ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, disse que os responsáveis por colocar o explosivo "acabarão" em frente ao juiz e na prisão. Três horas depois do atentado, o ministro ofereceu uma entrevista coletiva, em Madri, na qual disse que a ação poderia ter se transformado em uma "tragédia enorme."   Pérez Rubalcaba disse que, uma hora antes da explosão, foi recebido um telefonema, em nome da ETA, na associação de ajuda rodoviária DYA da vizinha cidade basca de Vitoria, o que levou a polícia a inspecionar o campus universitário dessa cidade, já que o informante não precisava de que universidade falava.   "Quem colocou a bomba não avisou, intencionalmente ou por engano. Dá no mesmo: poderíamos ter tido uma tragédia enorme na universidade, que felizmente não ocorreu", disse Pérez Rubalcaba, que disse que o veículo utilizado foi roubado na noite de quarta na cidade basca de Zumaia.

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