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Atentado deixa ao menos um morto em Estocolmo

Duas explosões aconteceram no centro da capital sueca; ataque pode ter relação com terroristas árabes do Afeganistão

Estadão.com.br,

11 de dezembro de 2010 | 20h37

ESTOCOLMO - Duas explosões no centro de Estocolmo deixaram ao menos um morto e outras duas com ferimentos leves na tarde deste sábado, 11. A polícia da cidade não deu informações detalhadas sobre o ataque na capital da Suécia. Os veículos estavam a aproximadamente 300 metros de distância um do outro na Rua Drottning.

 

O atentado ocorreu por volta das 17h20 (14h20 de Brasília), próximo a Sala de Concertos, onde ontem foi realizada a entrega dos prêmios Nobel 2010. A imprensa local disse que as explosões causaram confusão e desespero nas pessoas que faziam compras de Natal na região, com grande quantidade de fumaça e cheiro de explosivos.

 

A primeira explosão aconteceu na esquina da Olof Palme e a segunda na própria Drottning. Aos meios de comunicação do país, testemunhas disseram também que vários carros dos bombeiros estavam no local. A polícia isolou a área. O corpo de um homem foi encontrado perto do local da segunda explosão.

 

O jornal sueco Aftonbladt afirma em seu site que o morto é o terrorista que levava o explosivo na mochila, de acordo com os vestígios encontrados. O jornal local garante que os restos da vítima foram encontrados a vários metros do local da explosão, o que indicaria que ele estava muito próximo.

 

O ministro de Relações Exteriores do país, Carl Bildt, classificou as explosões como um "ataque terrorista que falhou". "A mais preocupante tentativa de ataque terrorista no lotado centro de Estocolmo", disse ele no Twitter. "Falhou - mas poderia ser uma verdadeira catástrofe".

 

Suspeita. Dez minutos antes do atentado, a polícia diz ter recebido um e-mail chamado 'Chegou a hora de atuar' com arquivos de som em sueco e árabe anexados, segundo a agência de notícias TT. Os arquivos falam sobre o silêncio do povo sueco e do país em relação às caricaturas do profeta Maomé feitas pelo artista Vilks, assim como a guerra no Afeganistão.

 

"Nossas ações vão falar por si. Desde que vocês não terminem a sua guerra contra o Islã e a humilhação ao profeta e seu estúpido apoio ao porco Vilks", falava uma voz masculina no arquivo recebido. No corpo do e-mail, lia-se a mensagem: "Agora seus filhos, filhas e irmãs morreram como estão morrendo nossos irmão e irmãs e crianças"

 

 

Gás. Um porta-voz da polícia sueca disse à BBC News que o carro continha latas cheias de gás e que pegou fogo após a explosão desses objetos. Um vídeo amador mostrou o carro em chamas. Mas a polícia ressaltou que ainda não era possível determinar as motivações por trás do episódio. Tampouco havia confirmação de ligação entre as duas explosões.

 

A Suécia havia mudado em outubro seu alerta de segurança de baixo para elevado, por supostas "alterações de atividades" de grupos baseados no país que poderiam estar planejando ataques. O país fizera um alerta a seus cidadãos para possíveis ataques terroristas e recomendara cautela especialmente no transporte público ou em locais turísticos.

 

Além da recente premiação do Nobel, Estocolmo e o governo sueco são o centro da atenção internacional por causa do pedido de extradição contra Julian Assange, um dos fundadores do Wikileaks, atualmente preso em Londres.

 

(Com informações da Reuters, EFE e BBC)

 

Atualizado às 23h14

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