Atentado em Atenas danifica tribunal e carros; nenhum ferido

Uma poderosa explosão destroçou nesta quinta-feira vários carros no centro de Atenas e danificou o prédio de um tribunal e outros no entorno, mas ninguém ficou ferido, disse a polícia.

GEORGE GEORGIO, REUTERS

30 de dezembro de 2010 | 08h57

Os policiais haviam removido as pessoas da área depois de uma televisão local ter recebido uma chamada alertando sobre o ataque, que causou danos à fachada do edifício da corte, estilhaçou vidros e destruiu pelo menos oito carros. Foi a mais forte explosão na Grécia em pelo menos um ano.

"Uma ligação anônima para a estação de TV advertiu de que um artefato explosivo em uma motocicleta estacionada do lado de fora do tribunal seria detonado dentro de uns 40 minutos", disse uma autoridade policial, que não quis identificar-se.

As autoridades acreditam que o explosivo improvisado foi colocado numa moto que estava parada diante do tribunal. A detonação provocou chamas, fez edifícios tremerem e cobriu a área de uma grossa camada de fumaça.

"Foi uma enorme explosão. Eu estava na cozinha com meu neto quanto o edifício inteiro balançou. Vimos fogo e fumaça", disse à rádio Flash uma senhora idosa que mora a cerca de 50 metros do tribunal.

Nenhum grupo assumiu de imediato a responsabilidade. A polícia suspeita que tenha sido provocada por um dos grupos anarquistas de extrema esquerda que intensificaram seus ataques nos últimos dois anos.

"Condenamos a ação. Não faz sentido tentar mudar o mundo pondo em risco a vida de pessoas inocentes", disse o vice-ministro dos Transportes Spyros Vougias à TV Skai.

A Grécia tem há décadas um histórico de ações de violência por parte de esquerdistas. Alguns grupos ficaram mais ativos depois de distúrbios em dezembro de 2008, que irromperam depois que um adolescente foi morto pela polícia. Eles normalmente atacam prédios governamentais, delegacias de polícia e bancos, geralmente à noite, e antes fazem ligações telefônicas de alerta.

Em 17 de janeiro, 13 suspeitos de integrar um grupo anticapitalista de guerrilha urbana vão a julgamento. O grupo assumiu a responsabilidade pelo envio de pacotes-bomba para embaixadas em Atenas e órgãos de governos estrangeiros, no exterior, em novembro.

(Reportagem adicional de Dina Kyriakidou e Tatiana Fragou)

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