Atentado mata político socialista espanhol na véspera da eleição

Ex-membro do conselho do partido é alvejado no País Basco; após ataque, governo encerra campanha eleitoral

Agências internacionais,

07 de março de 2008 | 09h57

Isaías Carrasco, ex-membro do conselho do Partido Socialista, do primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, foi morto a tiros na cidade basca de Arrasate, no norte da Espanha. O atentado foi cometido a dois dias das eleições e coincide com o término da campanha eleitoral para o pleito de domingo. Logo depois, os partidos que concorrem ao governo anunciaram a suspensão da campanha.   Segundo o jornal El Pais, ele teria recebido três ou quatro tiros na presença de sua mulher e filha, na frente de sua casa. O político chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque, mas o ministro do Interior Alfredo Pérez Rubalcaba atribuiu a ação ao grupo separatista ETA (Pátria Basca e Liberdade).   O El Pais diz ainda que ao saber do atentado, Zapatero abandonou os comícios e seguiu para Madri para acompanhar os acontecimentos, segundo fontes do partido. Após o incidente, o governo espanhol decidiu encerrar a campanha política para as eleições gerais e convocou todos os partidos políticos para uma reunião no Congresso.   "Eu olhei para fora da janela e vi a mulher e a filha dele, em cima dele, gritando: 'Assassinos, assassinos'. O peito dele estava coberto de sangue e as duas tinham sangue nas roupas", afirmou uma moradora da cidade ao canal de TV CNN+.   Isaías Carrasco foi membro do conselho do Partido Socialista em Arrasate nas últimas eleições municipais, realizadas em maio de 2007, e nos últimos tempos andava sem proteção policial. No País Basco, representantes que ocupam cargos municipais recebem proteção por conta da forte presença da organização terrorista ETA.   O episódio aumenta a tensão no país. A Espanha realizará eleições gerais no domingo em meio a preocupações de ataques por parte da ETA. Em 2004, um atentado contra o sistema viário de Madri na véspera da votação deixo 191 mortos e mais de 1.800 feridos.

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