Ativistas homossexuais exigem desculpas da rainha da Espanha

'Gays podem se unir, mas não chamem isto de matrimônio', afirmou rainha Sofia, causando polêmica no país

Agências internacionais,

30 de outubro de 2008 | 15h49

A Federação de Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais da Espanha (Felgtb) pediu nesta quinta-feira, 30, que a monarquia se desculpe pelas declarações da rainha Sofia sobre a homossexualidade e união civil entre pessoas do mesmo sexo, segundo publicou o jornal El País.   Em entrevista ao livro 'La reina' (A rainha), da jornalista Pilar urbano, antecipada pelo jornal El País, a monarca disse: "Se os gays querem viver juntos, vestirem-se de noivos e casarem-se está em seu direito, se a lei assim o permitir... os gays podem se unir, mas que não chamem isto de matrimônio porque não o é."   O presidente da federação, Antonio Poveda, se disse bastante surpreso que a monarquia espanhola, que representa toda a sociedade, questione o direito de uma parte da mesma. "Estamos assombrados", disse.   A rainha gerou outra polêmica na entrevista por declarações acerca de manifestações do orgulho gay. "Se e entende que se possa aceitar e respeitar que existam pessoas com outra tendência sexual. Mas que se sintam orgulhosos por serem gays? Que Subam em um carro e saiam em manifestações. Se todos os héteros saíssemos em manifestações pararíamos o trânsito", afirmou no livro.   Poveda reclamou da postura da rainha. "A manifestação é o símbolo de nossa luta para acabar com a homofobia que ainda existe na Espanha.", disse.   O porta-voz do partido Esquerda Unida na Câmara espanhola, Gaspar Llamazares, disse que ,por sorte, na Espanha o rei reina, mas não governa, e a rainha, nem isso. "É uma opinião dela da qual não compartilho. Quem decide sobre isso é o Parlamento e a lei diz que a união entre homossexuais é um casamento assim como a união de heterossexuais", afirmou.   A deputada Olaia Fernandéz, disse que respeita a opinião da rainha, mas que não imaginava que ela pensasse desta maneira. "Ela rompeu o princípio da neutralidade da monarquia, que deve respeitar o pluralismo ideológico do Estado."

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