Ausência de fogo ajudou a reduzir mortes em Amsterdã

Especialistas apontam que aeronaves modernas possuem material para evitar incêndios

Agências internacionais,

25 de fevereiro de 2009 | 12h52

O acidente com o avião turco em Amsterdã e o recente pouso no rio Hudson, em Nova York, mostraram recentemente como as aeronaves modernas se tornaram mais seguras, segundo apontaram especialistas consultados pela rede CNN. Para Kieran Daly, do site especializado em aviação Air Transport Intelligence, os dois acidentes mostram como é possível sobreviver a uma queda de avião. Segundo ele, muitas das mortes eram provocadas por incêndios e explosões que aconteciam após o choque.   Veja também: Avião turco cai em Amsterdã com 135 a bordo; 9 morrem  Fotos: veja imagens do acidente na Holanda   As imagens do incidente na Holanda, em que pelo menos nove das 135 pessoas a bordo morreram, mostram que o Boeing 737-800 se partiu em três partes e que não há sinais de fogo. Muitos dos 50 feridos estavam sentados na parte de trás do avião, que, segundo os passageiros, foi a primeira a se chocar contra o solo. Após a queda, a maioria dos que estavam no voo de Istambul para Amsterdã simplesmente deixaram os destroços da aeronave caminhando entre a fuselagem.   A especialista aponta que desde a década de 1980, a legislação de muitos países, especialmente a americana, fez com que os fabricantes usassem materiais que não se incendiassem facilmente. Para Daly, o alto número de sobreviventes do incidente em Amsterdã deve-se à ausência de fogo após a colisão.   Daly afirma ainda que há pouco em comum no acidente na Holanda com o pouso no rio Hudson, a não ser que o avião turco também tenha sido atingido por pássaros. Porém, o pequeno número de mortes nos dois incidentes - nos EUA todos sobreviveram - comprovam os avanços tecnológicos feitos pela indústria da aviação.   O avião da Turkish Airlines foi construído em 2003 e inspecionado ano passado. Outro especialista Philip Butterworth-Hayes afirmou que os sistemas de segurança do Boeing 737 devem ter auxiliado o piloto na tentativa de aterrissagem. Segundo ele, os acidentes em Amsterdã e em NY envolveram um grande impacto, mas a fuselagem das duas aeronaves não se espalhou por uma grande área, mostrando como esses aparelhos são fortes.

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