Áustria estende prisão de homem que prendeu a filha em porão

Detenção preventiva de Josef Fritzl é prolongada por mais 2 meses; defesa desistiu de apelação contra a medida

Efe,

06 de junho de 2008 | 10h38

O austríaco Josef Fritzl, de 73 anos, detido em 27 de abril acusado de ter mantido sua filha em um porão durante 24 anos e ter sete filhos com ela, permanecerá em prisão preventiva por mais dois meses. A notícia foi anunciada nesta sexta-feira, 6, pelo porta-voz do Tribunal Regional de Sankt Pölten, Gerhard Sedlacek, ao declarar que "as razões da detenção ainda são válidas" e que a acusação desistiu de apelar da decisão preventiva de ampliar a pena do acusado. Com isto, a medida entrou em vigor.   As autoridades austríacas, baseadas nas investigações efetuadas até agora, dão por concluído que Fritzl atuou sem a ajuda de outras pessoas. O detido reconheceu em um interrogatório que manteve sua filha Elisabeth no porão de sua própria casa, na localidade austríaca de Amstetten, e afirmou ser o pai das sete crianças a quem ela deu à luz no cativeiro.   As vítimas estão protegidas da opinião pública junto com analistas que as ajudam a tentar voltar a ter uma vida normal, e pensam na possibilidade de mudar de identidade, segundo a imprensa local.

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