Austríaca que foi refém por 8 anos ganha programa de TV

Aos 19 anos, Natascha Kampusch estréia atração com perguntas para personalidades em fevereiro de 2008

Efe e Associated Press,

06 de dezembro de 2007 | 15h18

Natascha Kampusch, a jovem austríaca de 19 anos que escapou após oito anos de cativeiro em Viena em agosto do ano passado, terá o seu próprio programa na TV da Áustria a partir de fevereiro, ainda sofrendo as conseqüências psicológicas do seqüestro.   Natascha, que acaba de lançar seu site, se propôs a trocar o papel de entrevistada pelo de entrevistadora, após ter saído na imprensa do mundo inteiro. Ela fará perguntas sobre a vida de personalidades conhecidas ou de interesse no país. Em entrevista à revista News, ela explicou que se propôs a "aprofundar no essencial sem violar a intimidade dos entrevistados".   A jovem admite que ainda precisa de atendimento psicológico e lamenta a perda de sua puberdade. Ela ficou presa no porão de uma casa na proximidades de Viena dos 10 aos 18 anos.   A moça procura levar uma vida normal e estuda com grande ambição para as provas escolares. Ela se impôs uma meta de "rendimento de 150%" nas aulas particulares que faz.   Ela contou ainda que será proprietária da casa em Strasshof, onde foi mantida pelo seqüestrador Wolfgang Priklopil, e assegura que não a venderá para evitar que o imóvel seja dedicado para outros fins.   Natascha passou o aniversário de sua libertação, em agosto, junto com a mãe, as irmãs e as sobrinhas no santuário católico de Mariazell, nos Alpes austríacos. Hoje, ela leva uma vida recatada, porque se incomoda de ter muita gente ao redor e só sai de casa em raras ocasiões.   A ex-refém diz sentir compaixão pelos pais da menina britânica Madeleine McCann, desaparecida em maio deste ano em Portugal, e cujos próprios pais foram considerados suspeitos no caso. Ela lembra que ocorreu algo parecido com sua própria mãe, que chegou a ser acusada por seu desaparecimento.   Natascha se ofende quando as pessoas perguntam porque ela agüentou oito anos em um cativeiro e não fugiu antes. Ela conta que uma vez tentou se livrar de Priklopil quando estavam andando de carro, mas que ele a segurou com força pelo braço e a impediu. A jovem ainda pediu mais respeito e que as pessoas parem de se aproximar dela de uma maneira superficial, fingindo interesse pessoal.

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