Austríaca refém por 8 anos inocenta mãe de seqüestro

Mãe de Natascha Kampusch é acusada por ex-juiz de ajudar no seqüestro da filha, que escapou em 2006

Agências internacionais,

15 de maio de 2008 | 12h03

A austríaca Natascha Kampusch, que nesta quinta-feira, 15, compareceu a um tribunal para sobre os oito anos em que esteve seqüestrada e mantida em cativeiro, descartou a participação da mãe no caso, segundo afirmou a agência France Presse, citando o advogado Gerald Ganzger.   Natascha foi seqüestrada aos 10 anos de idade, em 1998, e permaneceu mais de oito anos em um pequeno porão, sem janelas, sob a garagem da casa de seu captor, Wolfgang Priklopil, no subúrbio de Viena. Ela conseguiu escapar em agosto de 2006. O caso teve grande repercussão internacional. "Esperamos que esta teoria absurda seja descartada de uma vez por todas" afirmou o advogado para uma emissora de TV.   Segundo a BBC, a audiência desta quinta-feira faz parte do processo movido por Martin Wabl - um juiz aposentado que acompanhou as investigações do caso - contra Brigitta Sirny, a mãe da Natascha. Wabl acredita que Sirny esteve envolvida no seqüestro da filha e entregou ao juiz responsável pelo processo, Jürgen Schweiger, uma lista de nomes cujos depoimentos dariam sustentação à sua acusação.   O objetivo de Wabl é provar que havia uma ligação entre a mãe e o seqüestrador de Natascha Kampusch anterior à ocorrência do crime. Brigitta Sirny se diz inocente e iniciou, de sua parte, um processo contra Martin Wabl por calúnia e difamação.   O depoimento de Natascha Kampusch despertou um enorme interesse da imprensa internacional, que também acompanha atentamente ao caso de Josef Fritzl, o austríaco que manteve a filha presa no seu porão por 24 anos. Cerca de 40 veículos de mídia foram credenciados para acompanhar os depoimentos desta quinta-feira no fórum de Graz.   O processo teve até de ser transferido para esta cidade já que o fórum inicial, na cidade de Gleisdorf, não suportaria a quantidade de pessoas interessadas em acompanhar as audiências. Os depoimentos devem durar até o início da noite.

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