Austríaco acusado de incesto alegará insanidade, diz advogado

Defesa afirma que se Josef Fritzl forconsiderado doente, ele poderá cumprir pena em clínica psiquiátrica

Agências internacionais,

05 de maio de 2008 | 09h47

O advogado do austríaco acusado de manter a filha em cativeiro durante 24 anos e ter tido sete filhos com ela, informou que seu cliente alegará insanidade. A polícia afirmou ainda que Josef Fritzl planejou a construção do porão em que manteve Elizabeth presa desde 1978, quando ela ainda tinha 12 ano. Rudolf Mayer, advogado de defesa de Fritzl, disse considerar que seu cliente tem um problema mental grave e que qualquer pessoa que sofra disso é incapaz de escolher cometer os atos dos quais é acusado. De acordo com Mayer, especialistas terão de avaliar o estado de Fritzl e determinar se ele pode ser considerado um doente mental. Se esta for a conclusão, em caso de condenação, ele seria internado em uma clínica psiquiátrica, e não preso. A polícia austríaca afirma que Fritzl confessou na semana passada ter mantido a filha cativa em um porão sem ventilação durante mais de duas décadas e tido com ela sete filhos, um dos quais morreu logo depois do nascimento e foi queimado em uma central de calefação. A austríaca Elisabeth Fritzl afirmou à polícia que sua mãe, Rosemarie, não sabia que seu pai, Josef Fritzl, a manteve presa por 24 anos no porão de sua casa em Amstetten, Áustria, informou ontem a revista alemã Der Spiegel. Na segunda-feira, Fritzl admitiu ter abusado sexualmente da filha, com quem teve sete filhos - todos nascidos no cativeiro. Em seu primeiro depoimento à polícia, Elizabeth, de 42 anos, garantiu que seu pai agiu sozinho no crime e que era o único responsável por levar alimentos e roupas ao porão, revelou a Der Spiegel. Das sete crianças que Fritzl teve com a filha, três viviam no cativeiro desde o nascimento e nunca viram a luz do dia. Outras três viviam com Fritzl e sua mulher.  Elisabeth contou que o pai a manteve algemada durante os primeiros meses do cativeiro, que começou em 1984, quando ela tinha 18 anos. Ela também relatou que, até 1993, ficou confinada em um único cômodo do porão. Só depois de nove anos de cativeiro é que seu pai começou a ampliar o local com novas instalações. Segundo a revista, o depoimento de Elizabeth deixa claro que as crianças testemunharam os abusos cometidos por Fritzl contra a filha. Franz Polzer, principal investigador do caso, afirmou à Associated Press que Fritzl começou a estuprar Elizabeth quando ela tinha 12 anos. Depois de seqüestrá-la, o austríaco disse à família que ela havia fugido para viver em uma seita.

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