Austríaco preparou calabouço antes de raptar a própria filha

Fritzl planejou o porão de sua casa e local foi preparado cerca de um ano antes da jovem ser raptada

Efe,

03 de maio de 2008 | 18h54

Josef Fritzl, de 73 anos, planejou a construção do "calabouço" do porão de sua casa, na cidade austríaca de Amstetten, antes de trancar ali sua filha Elisabeth durante quase 25 anos, segundo deduziram os especialistas encarregados do caso, que continuaram suas investigações no local neste sábado, 3.  Elisabeth Fritzl isenta mãe de culpa, diz revista "Fritzl planejou com antecedência. Em 1983 já havia construído o calabouço", explicou Franz Polzer, chefe do Escritório contra o Delito da Baixa Áustria. De acordo com as declarações de Elisabeth Fritzl, de 42 anos, foi em 1984 que seu pai a atraiu até o porão, a agrediu e amarrou suas mãos, mantendo-a trancada durante 24 anos, nos quais a estuprou sistematicamente e a deixou grávida de sete filhos.  Segundo o agente, Fritzl - um técnico eletricista aposentado que está mantido em prisão preventiva após ser detido no domingo passado - pediu a autorização necessária para reformar o edifício onde vive em Amstetten. "Os planos que apresentou foram aprovados, mas não incluíam os quartos que agora descobrimos. No entanto, eles já estavam construídos em 1983. Ele foi muito hábil", disse Polzer em declarações por telefone. A tese policial é de que, após obter a autorização para levar a cabo a reforma, o homem realizou construções além do permitido, mas tapou depois o que não estava nos planos. Por isso, a habitual inspeção realizada posteriormente nas construções austríacas não descobriu nada. "Era a parede de um porão, e ele disse que o cômodo terminava ali. Mas atrás da parede havia mais", assinalou Polzer. "É muito complicado explicar, mas na segunda-feira informaremos à imprensa e apresentaremos um plano para que todos entendam melhor", anunciou. Polzer indicou que cerca de 30 agentes participaram das investigações feitas no cativeiro subterrâneo, que continuarão no domingo, embora com uma equipe menor. Segundo ele, "o mais importante agora é esclarecer de maneira detalhada como foi construído este calabouço, e analisar tudo o que foi encontrado nele para averiguar como viviam seus habitantes, do que dispunham e do que não dispunham". "Precisamos a todo custo saber como funcionava o gás, a eletricidade. Como foram tratados, se foram torturados", insistiu.

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