Austríaco que cometeu incesto espera passar a vida na cadeia

O austríaco Josef Fritzl, de 73 anos, que trancou sua filha no porão por 24 anos, e que foi pai de sete crianças com ela, espera passar o resto da vida na cadeia, disse seu advogado nesta sexta-feira. Fritzl vai a julgamento num tribunal provinciano no dia 16 de março pela morte de um bebê que morreu pouco depois de nascer no porão, além de cinco outras acusações, incluindo o incesto. "Ele tem 73 anos de idade. A (duração) da sentença não é importante para ele", disse seu advogado Rudolf Mayer à agência de notícias estatal APA, acrescentando que seu cliente espera passar o resto de sua vida atrás das grades. Fritzl não entrou com recurso contra as acusações. Ele irá se declarar culpado pelas acusações de privação de liberdade, estupro, incesto e coerção, mas irá contestar a acusação de assassinato, disse Mayer. Josef Fritzl não é um "monstro do sexo", afirmou seu advogado, se referindo à maneira pela qual a mídia trata do assunto, e "ele ama (Elisabeth) do seu jeito". Mayer recusou falar com a mídia estrangeira. Promotores dizem que Fritzl pode pegar de 10 a 15 anos de prisão ou prisão perpétua. O veredicto deverá sair no dia 20 de março. Ele está sob custódia desde que o caso foi exposto, em abril do ano passado. Fritzl atraiu a filha para dentro do porão de sua casa em Amstetten, em 1984, drogando-a e aprisionando-a a maior parte de sua vida adulta, de acordo com a polícia. Ele declarou que ela teria desaparecido para juntar-se a uma seita. Três dos filhos de Elisabeth foram criados por Fritzl e por sua esposa Rosemarie, depois ele mentiu falando que a filha teria deixado as crianças na porta da sua casa com um bilhete dizendo que não poderia cuidar delas. As outras três crianças continuaram trancadas com sua mãe no porão sem janela e à prova de som. Elisabeth e seus filhos estão agora morando em um local secreto com novas identidades. (Reportagem de Sylvia Westall)

REUTERS

06 de março de 2009 | 15h19

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