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Autor de ataque à escola alemã marcou o dia como 'apocalipse'

Estudante invadiu centro com machado e coquetéis molotov e deixou nove feridos, dois em estado grave

Efe,

18 de setembro de 2009 | 14h52

O jovem de 18 anos que na última quinta-feira, 17, cometeu um ataque incendiário contra um centro de ensino médio de Ansbach, no sul da Alemanha, planejava o atentado há muito tempo e havia marcado o dia da ação com o lema "apocalipse" em um calendário, informou nesta sexta-feira, 18, a Procuradoria.

 

Georg R., que se encontra em estado crítico após receber cinco tiros da Polícia para ser rendido, feriu em seu ataque nove pessoas, oito estudantes e um professor, dos quais duas alunas de 16 anos se encontram em estado grave.

 

A promotora Gudrun Lehnberger disse que, após revistar a casa do jovem, que estava em tratamento psiquiátrico, a Polícia descobriu o calendário, com a palavra "apocalipse" marcada no dia de ontem, cartas relacionadas com o ataque e seu testamento.

 

Segundo as recentes investigações, o jovem, estudante de último ano no Carolinum Gymnasium, chegou ao centro por volta das 8h35 local (3h35 de Brasília), após romper a porta principal com um machado, e lançou um primeiro coquetel molotov dentro de uma classe.

 

Após a explosão, ficou junto à porta da sala de aula e atacou com seu machado "de forma aleatória", segundo Lehnberger, os alunos e o professor que saíam para escapar das chamas.

 

Georg R. feriu, assim, o professor e vários alunos, uma das quais se encontra em situação muito grave, em consequência de um traumatismo cranioencefálico, e corre risco de morrer. A outra aluna ferida gravemente apresenta extensas queimaduras no corpo. Depois, o agressor foi a outra sala e lançou outro coquetel molotov que, no entanto, não explodiu.

 

Os policiais que atenderam ao chamado de alerta do centro encontraram o jovem pouco depois, entrincheirado no banheiro e armado com duas facas, um machado e três coquetéis molotov. O jovem atacou com uma faca um dos agentes, que atirou nele, sem nenhum dos disparos tê-lo atingido na cabeça, afirmou a Polícia.

 

A promotora disse que o estado de saúde do agressor piorou durante a noite, por isso teve que ser operado de novo.

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