Autoridade eleitoral russa descarta novo mandato para Putin

Renúncia poderia garantir novo mandato presidencial; presidente pode tentar cargo de primeiro-ministro

CHRIS BALDWIN, REUTERS

27 de novembro de 2007 | 11h12

A principal autoridade eleitoral russaaparentemente descartou a possibilidade de que o presidenteVladimir Putin explore uma brecha jurídica para disputar umterceiro mandato, segundo uma rádio moscovita. Alguns políticos ligados ao Kremlin dizem que, se Putinrenunciasse antes do fim do mandato, poderia disputar aPresidência novamente em 2008, já que antes disso haveria umaeleição para um mandato-tampão. A Constituição proíbe trêsmandatos consecutivos, mas não impõe restrições a mandatosalternados. A convocação da eleição presidencial para 2 de março deveser publicada na quarta-feira no diário oficial. A lei nãodeixa claro como ficaria a situação de Putin se ele renunciassedepois da convocação da eleição. Mas Vladimir Churov, ex-colega de Putin e atualmentepresidente da Comissão Eleitoral Central, aparentementedescartou a manobra aventada pelos governistas, em entrevista àrádio Ekho Moskvy, na noite de segunda-feira. "Após a publicação da data da eleição presidencial, entraem vigor a lei que proíbe um cidadão de participar de umaeleição depois de ter cumprido dois mandatos presidenciaisconsecutivos", afirmou. O próprio Putin já descartou uma reforma constitucional quelhe permita um terceiro mandato. Ele não esconde o desejo defazer seu sucessor e eventualmente tornar-se primeiro-ministroem 2008. De longe o político mais popular da Rússia, Putin disputa aeleição parlamentar de domingo como líder da lista do seupartido, o Rússia Unida. Muitos analistas dizem que a expressiva votação que eledeve obter poderia servir como trampolim para a manutenção dasua influência após o fim do mandato presidencial. (Reportagem de Chris Baldwin e Christian Lowe)

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