Autoridades russas anistiam bióloga brasileira do Greenpeace

As autoridades russas concederam nesta quarta-feira, 25, anistia aos 28 ativistas do Greenpeace e dois jornalistas, entre eles a bióloga gaúcha Ana Paula Maciel. Eles tinham sido detidos em setembro quando protestavam contra a exploração de petróleo em uma plataforma no Ártico e ficaram presos por cerca de dois meses.

25 de dezembro de 2013 | 11h53

 

Em meados de novembro eles começaram a ser libertados, mas ainda aguardavam o julgamento. Na semana passada, souberam que seriam beneficiados em meio a uma anistia concedida a vários presos, como integrantes da banda Pussy Riot. A família de Ana Paula prometeu recepcioná-la no Brasil com um churrasco.

Depois das reuniões com o comitê de investigação russo, os 26 ativistas estrangeiros poderão entrar com pedidos de vistos de saída para deixarem o país nos próximos dias. Ainda está agendada para esta quarta-feira uma reunião com o Serviço de Migração Federal.

O tratamento dado pela Rússia aos ativistas --que passaram dois meses na prisão sob acusações vandalismo puníveis com até sete anos de prisão-- gerou críticas pesadas de nações ocidentais e celebridades.

A anistia é uma medida que os críticos do Kremlin dizem ser programada para melhorar a imagem da Rússia antes dos Jogos Olímpicos de Inverno, na cidade de Sóchi. /COM REUTERS

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