Avião da Spanair decolou sem equipamento da asa, diz jornal

'Washington Post' diz que investigação tenta apurar porque alarme não avisou sobre falha nos flaps da aeronave

Agências internacionais,

04 de setembro de 2008 | 09h29

O avião MD-82 da companhia aérea Spanair acidentado no aeroporto de Barajas, em Madri, no último dia 20 de agosto, tentou decolar sem os flaps - sistema de frenagem aerodinâmica nas asas do avião, para ganhar altura. Segundo a edição desta quinta-feira, 4, do jornal americano The Washington Post, citando fontes da investigação da qual participam especialistas dos Estados Unidos, os peritos tentam descobrir porque não houve nenhum sinal de alarme de que o equipamento não estava em funcionamento, o que indicaria uma falha elétrica na aeronave. O acidente matou 154 pessoas.   Especial: Como foi o acidente na Espanha Aeronaves MD-80 têm histórico de acidentes   O jornal afirma que os primeiros dados das caixas-pretas assinalam que os dois motores do avião funcionavam corretamente e que não houve incêndio antes do impacto no solo. Os flaps, posicionados na parte traseira da asa para sustentar o avião durante a decolagem - não estavam operando. Isto faria com que o avião não pudesse levantar vôo e é coerente com os relatos dos sobreviventes, de que o avião parecia não ter potência suficiente ao decolar.   Em 1987, um avião MD semelhante ao acidentado em Barajas caiu por tentar decolar sem os flaps, matando também 154 pessoas. Os flaps são um dos equipamentos que o piloto deve checar antes de iniciar a decolagem. Na teoria, a ausência dos flaps soaria um alarme na cabine, e os investigadores tentam determinar se a primeira avaria no equipamento, que fez com que o piloto desistisse da primeira decolagem, teve relação com a falha no sistema de aviso.   A Spanair afirmou na época que o piloto do MD-82 informou inicialmente um problema de superaquecimento numa válvula de entrada de ar, posicionada no bico do avião, que foi desconectada para corrigir o problema. De acordo com Mendoza, trata-se de procedimento habitual. Isso fez com que o vôo sofresse atraso de uma hora até a reparação do problema. O avião então bateu no final da pista durante a segunda tentativa de decolagem. A aeronave pegou fogo e foi quase totalmente destruída no pior desastre aéreo ocorrido na Espanha em quase 25 anos.

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