Avião deu 'sacudida brutal', diz sobrevivente em Madri

Familiares contam relatos de uma das pessoas internadas após o acidente que matou 153 pessoas

Efe,

21 de agosto de 2008 | 08h29

A cidadã colombiana Ligia Palomino, uma das 19 sobreviventes do acidente aéreo ocorrido nesta quarta-feira, 20, em Madri, diz que o avião deu uma "sacudida brutal" e depois o que se ouviu foi "um barulho horrível" no momento do acidente. O relato de Ligia foi feito a seus familiares, segundo informa a edição desta quinta do diário El País ao contar a tragédia que deixou pelo menos 153 mortos no aeroporto de Barajas, em Madri.   Investigadores buscam causas de acidente aéreo 153 morrem em acidente aéreo em Madri Aeronaves MD-80 têm histórico de acidentes Lista de vítimas divulgada pela companhia Assista ao vídeo  Especial: Como foi o acidente na Espanha Livio Oricchio, repórter do Estado em Madri: cenário era de uma guerra  Não há confirmação de brasileiros no vôo  O lugar parece o inferno, diz testemunha Maior acidente aéreo matou 583 na Espanha   O avião, um modelo McDonnell Douglas MD82 da companhia Spanair, empreendia vôo rumo a Las Palmas, nas Ilhas Canárias. Teve problemas no momento da decolagem e caiu perto de uma das pistas do aeroporto, ficando completamente destruído depois do impacto e da explosão de seus depósitos de combustível. Entre os 19 feridos internados em vários hospitais de Madri está Ligia Palomino, filha da jornalista colombiana Ligia Riveros, residente na capital espanhola há duas décadas.   A vítima viajava com seu companheiro e uma cunhada para comemorar seu 40.º aniversário no próximo domingo. Segundo o relato feito por sua mãe e Fernanda, sua irmã gêmea, ao El País, Ligia contou a elas que momentos antes do acidente o avião "deu uma sacudida brutal" e depois se ouviu "um barulho horrível". Ligia explica que ficou "aturdida, quase inconsciente", e que foi despertada por "uma enorme explosão", que transformou os restos do avião em uma bola de fogo.   A sobrevivente relatou que havia "corpos espalhados" no chão, cercados de todo tipo de objetos em chamas, e que perto de onde se encontrava havia várias pessoas que choravam e gritavam pedindo ajuda. Ligia é médica dos serviços de emergência (Samur) de Madri. Seus companheiros que foram deslocados à área do acidente emprestaram um telefone para que avisasse sua família de que tinha sobrevivido à tragédia. "Falava com uma lucidez e uma tranqüilidade assombrosas", disse uma irmã da sobrevivente ao jornal   Segundo o último boletim médico divulgado, o estado de saúde de Ligia Palomino, que fraturou o fêmur e sofreu lesões em um joelho, apresenta evolução.Seu companheiro também está entre os feridos, mas a situação de sua cunhada ainda é desconhecida. Fernanda Palomino, irmã da sobrevivente, explicou a vários meios de comunicação que Ligia fez uma ligação telefônica do avião para contar que o aparelho tinha problemas e que atrasava sua saída. Uma hora depois, Ligia voltou a ligar para Fernanda para falar que estava a ponto de decolar, e que não havia mudado de avião.

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