Banco do Vaticano pede que tribunal libere 23 milhões de euros bloqueados

Polícia financeira considerou duas transferências da instituição suspeitas de lavagem de dinheiro

Reuters,

07 de outubro de 2010 | 19h24

CIDADE DO VATICANO- O Banco do Vaticano pediu nesta quinta-feira, 7, a um tribunal italiana que libere os 23 milhões de euros que foram congelados quando foi iniciada uma investigação sobre lavagem de dinheiro.

 

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O advogado que representa a instituição financeira, Vincenzo Scordamaglia, disse à Reuters que um painel de três juízes será realizado dentro de uma semana para tomar uma decisão a respeito do pedido.

 

Scordamaglia voltou a defender que o Banco do Vaticano, formalmente conhecido como Instituto para os Obras de Religião (IOR), não violou nenhuma regra porque simplesmente quis transferir seus próprios fundos de um banco a outro.

 

Em 21 de setembro, os juízes de Roma realizaram uma investigação contra os dois principais responsáveis pelo IOR - o presidente da entidade, Ettore Gotti Tedeschi, e o diretor-geral, Paolo Cipriani.

 

Duas recentes transações foram consideradas suspeitas e bloqueadas pela polícia financeira. Uma foi a transferência de 20 milhões de euros a sucursal alemã de um banco americano e outra, uma de três milhões de euros entre dois bancos italianos.

 

O IOR administra principalmente os fundos do Vaticano e de instituições religiosas em todo o mundo, como organizações de caridade, ordens de monges e hospitais católicos.

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