Barroso garante novo mandato como chefe do Executivo da UE

Parlamento ratifica português com a maioria absoluta, garantindo estabilidade após o Tratado de Lisboa

16 de setembro de 2009 | 07h42

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, conquistou um segundo mandato de cinco anos em uma votação nesta quarta-feira, 16, no Parlamento europeu. A Casa da União Europeia decidiu, por 382 votos a 219, com 117 abstenções, manter o ex-primeiro-ministro conservador português por um segundo mandato na chefia do braço executivo do bloco.

 

Barroso, que partia antes com uma ampla oposição no Parlamento, conseguiu convencer o grupo liberal e a parte dos socialistas, cujos votos se somaram aos do Partido Popular Europeu (PPE) e aos eurocéticos britânicos, tchecos e poloneses, grupos que defenderam o tempo todo sua candidatura. "Quero agradecer pela grande confiança que depositam em mim", disse Barroso ao plenário, imediatamente depois da votação.

 

"Acho que é um sinal do apoio com o qual vou contar no Parlamento Europeu para meu programa", disse o presidente da Comissão Europeia, que se comprometeu a trabalhar junto a "todos os grupos políticos que querem uma Europa de solidariedade e liberdade".

 

Além disso, Barroso agradeceu o apoio do primeiro-ministro português, o socialista José Sócrates, que, assim como outros líderes da social-democracia europeia, facilitaram sua nomeação, apesar de pertencer a famílias políticas distintas. "Como presidente da Comissão, meu partido será a Europa e todos os que quiserem me acompanhar na aventura que é a construção de uma Europa unida, com todos eles, tentarei estabelecer acordos", ressaltou.

 

Apesar de a maioria simples ser suficiente para a reeleição, a maioria absoluta obtida deve garantir a Barroso estabilidade em seu mandato mesmo que entre em vigor o novo Tratado de Lisboa. Esse texto, que provavelmente será sob o qual a Europa funcionará durante a maior parte do mandato de Barroso, determina a maioria absoluta para sair eleito como o presidente da Comissão Europeia, por isso algumas forças tinham insistido em que, se o português não a obtivesse agora, deveria voltar a passar pela Eurocâmara sob as novas regras.

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