Bélgica alcança acordo para formação de Governo definitivo

Acordo abrange política econômica e social, defesa do poder aquisitivo e controle da imigração

Efe,

18 de março de 2008 | 06h18

Os cinco partidos que participam das negociações para a formação de um Governo definitivo na Bélgica chegaram na manhã desta terça-feira, 18, a um acordo sobre o programa do futuro Executivo, que será presidido pelo líder democrata-cristão Yves Leterme. Leterme e os presidentes dos cinco partidos chegaram a um compromisso final após uma noite inteira de negociações, informou a emissora de rádio e TV francófona RTBF. O acordo governamental possui cerca de 40 páginas e abrange medidas concretas em assuntos-chave como a política econômica e social, a defesa do poder aquisitivo, o controle da imigração e a luta contra a mudança climática. O próprio Leterme explicará o conteúdo do compromisso em entrevista coletiva que foi convocada para as 15 horas GMT (10 horas de Brasília). Está previsto que nesta terça e quarta-feira, os órgãos de direção dos cinco partidos respaldem o acordo. Na quinta-feira o primeiro-ministro interino, o liberal Guy Verhofstadt, apresentará sua renúncia. No fim de semana, Leterme, que ganhou as eleições federais em junho de 2007, lerá ao Parlamento a declaração governamental a partir do texto estipulado nesta terça, e, se receber a confiança da Câmara, como está previsto, assumirá como primeiro-ministro. Foram necessários mais de nove meses de negociações desde as eleições gerais de junho para alcançar um compromisso entre os líderes francófonos e flamengos, as duas principais comunidades lingüísticas do país. Por duas vezes, Leterme fracassou em sua tentativa de constituir uma coalizão "laranja-azul" com as duas famílias políticas vencedoras do último pleito, os democratas-cristãos e os liberais do norte e do sul. Finalmente, o Governo belga estará sustentado por uma coalizão mais ampla, na qual além dos democratas-cristãos e os liberais, francófonos e flamengos, participarão os socialistas francófonos, apesar de seus maus resultados eleitorais. A nova maioria nasce, no entanto, sob a incerteza da reforma constitucional, uma exigência flamenga que ainda não se materializou e cuja negociação segue uma via paralela.

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