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Bélgica prende suspeitos de planejarem atentado no ano-novo

Operação policial ocorreu em Bruxelas, Liege e províncias vizinhas

Jamil Chade - Correspondente em Genebra, O Estado de S. Paulo

29 de dezembro de 2015 | 08h04

GENEBRA – A polícia belga prendeu duas pessoas, sob a suspeita de estarem planejando um atentado terrorista na noite do ano-novo em "locais simbólicos". Nenhuma arma foi encontrada, mas roupas militares, computadores e material de propaganda do Estado Islâmico foram descobertos em diversos locais. 

No total, seis pessoas foram interrogadas entre domingo e segunda-feira. Mas, segundo o Ministério Público de Bruxelas, quatro deles foram soltos. As operações ocorreram em casas em Bruxelas, Liege e em províncias vizinhas. 

As autoridades explicaram em um comunicado que as prisões e as operações não estavam ligadas com os ataques em Paris, em novembro, e que fizeram 130 mortos. Vários dos terroristas na capital francesa vinham da periferia de Bruxelas.

Desde então, Bruxelas vive em um estado de alerta máximo e diversas operações ocorreram desde o dia 13 de novembro em parte como resposta às críticas pelas falhas nos sistemas de inteligência que permitiram que os autores dos atentados em Paris tenham atravessado fronteiras, mesmo estando em listas da polícia. 

Um dos detidos é suspeito de liderar uma estrutura para recrutar terroristas, além de estar planejando "diversos ataques contra alvos simbólicos" em Bruxelas. A polícia também seria alvo dos suspeitos. 

Por toda a Europa, serviços de inteligência e as autoridades tem reforçado a segurança para as festas de final de ano. 

Apesar da operação na Bélgica, a polícia local continua na caça de Salah Abdeslam, um dos envolvidos nos ataques em Paris e que conseguiu escapar. Seu irmão, Brahim, foi um dos terroristas que cometeu suicídio ao explodir um cinto com bombas preso ao seu corpo. O mentor dos ataques, Abdelhamid Abaaoud, também era belga.

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