Bélgica supera impasse e forma governo

Após um prolongado impasse, a Bélgica conseguiu na segunda-feira formar uma coalizão de governo que prometeu uma recuperação financeira do país e a mais abrangente reforma em várias décadas.

REUTERS

05 de dezembro de 2011 | 20h23

Elio di Rupo será o primeiro premiê de origem francófona na Bélgica desde 1979, e o primeiro da região da Valônia desde 1974. Será também o primeiro filho de imigrantes e o primeiro homossexual assumido a ocupar o cargo.

O eleitorado flamengo, que tende a ser mais conservador, já havia manifestado restrições a ser governado por um socialista francófono, com domínio limitado do idioma holandês.

O governo, que já perdeu um ano e meio dos seus quatro anos mandato, terá um gigantesco acordo de 180 páginas para implementar. Isso inclui transferir poderes de Bruxelas para as regiões, como quer a maioria flamenga (de língua holandesa), e possivelmente refazer um orçamento que, segundo economistas, se baseou em uma expectativa de crescimento otimista demais.

O novo governo preserva vários ministros do gabinete interino de Yves Leterme, mas em pastas diferentes. O democrata-cristão Steven Vanackere será o ministro das Finanças, e o liberal francófono Didier Reynder será o chanceler - uma simples troca de pastas.

(Reportagem de Philip Blenkinsop)

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