AP
AP

Berlusconi acompanha Merkel em cidade destruída por tremor

Chanceler alemã visitou a cidade de Onna, que teve mais de 90% de suas edificações destruídas no terremoto

Ansa,

08 de julho de 2009 | 10h45

O premiê da Itália, Silvio Berlusconi, e a chanceler alemã, Angela Merkel, visitaram na manhã desta quarta-feira, 8, a pequena cidade de Onna, próxima a Áquila, considerada a mais afetada pelo terremoto que devastou a região de Abruzzo no dia 6 de abril. "Minha visita é um pequeno sinal em favor da cidade", declarou Merkel aos cidadãos de Onna, que teve mais de 90% de suas construções destruídas pelo abalo sísmico.

 

Veja também:

linkG-8 diz que ainda existem perigos para economia global

linkG-8 se reúne em meio a 'crise de identidade'

 

A chefe de governo alemã destacou que sua passagem por Onna tem a intenção de ser um "símbolo de uma nova Europa, a Europa da paz e quer testemunhar o desejo da Alemanha de levar à cidade uma contribuição positiva". Após o terremoto, Berlim se comprometeu em contribuir financeiramente para a construção da igreja de San Pietro e Paolo, que fica em Onna. Durante a visita, Berlusconi também garantiu à população local que o pequeno povoado será "completamente reconstruído".

 

Onna se tornou um símbolo da devastação causada pelo terremoto também pela proporção de mortes registradas em relação à sua população. Dos apenas 250 habitantes da cidade, 41 morreram. A maior parte dos outros moradores está instalada desde abril em acampamentos de tenda montados pela Defesa Civil.

 

O premiE italiano, contudo, lembrou que não é somente Onna que ainda sofre com as consequências do tremor de terra. Segundo o chefe de governo, há 49 cidades em situação semelhante. "Sejam fortes, nós não abandonaremos vocês", prometeu Merkel aos cidadãos. Dirigindo-se às mulheres da cidade, a chanceler reforçou: "vocês devem ajudar os homens e, ao mesmo tempo, devem se empenhar na reconstrução".

 

Após a visita, Merkel e Berlusconi seguiram para Áquila, onde começou a Cúpula dos líderes do G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia). A realização da cúpula na cidade foi proposta pelo próprio Berlusconi após o terremoto. A intenção do chefe de governo italiano é atrair recursos para a reconstrução das cidades devastadas.

Tudo o que sabemos sobre:
G-8ItáliaAlemanha

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.