Berlusconi chama juízes do tribunal de 'esquerdistas'

Premiê diz que continuará no governo com ou sem lei que nega imunidade penal aos líderes do governo

Efe,

07 de outubro de 2009 | 17h12

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, acusou nesta quarta-feira, 7, os juízes do Tribunal Constitucional de serem esquerdistas e que já esperava a decisão de revogar a lei que lhe conferia imunidade penal.

 

Veja também:

linkTribunal anula imunidade penal de Berlusconi

 

Berlusconi fez as declarações após a Corte anunciar a decisão, adotada com nove votos a favor e seis contra, e afirmou que ficará mais cinco anos no poder "com ou sem" a lei, conhecida como "Lodo Alfano", que até então havia paralisado os processos judiciais abertos contra o premiê.

 

"Com onze juízes de esquerda seria impossível" ratificar a lei, disse o premiê, que considera como "farsas" todos os processos nos quais está envolvido. "Temos uma maioria de magistrados 'vermelhos' muito bem organizados, que usam a justiça como luta política", apontou o chefe de governo.

 

Oposição

 

A oposição pediu ao premiê que acate a decisão do Tribunal Constitucional, alegando que "todos são iguais perante a lei". O líder do Partido Democrata, Dario Franceschini, disse que o Tribunal foi o único órgão que reconheceu a condição de igualdade de Berlusconi. "Não pode haver exceções. Todos são iguais ante a lei, incluindo os poderosos", afirmou Franceschini.

 

Alguns grupos de oposição a Berlusconi se reuniram em frente à sede do governo, em Roma, para protestar contra as queixas do premiê e exigir que ele "aceite" a decisão.

Tudo o que sabemos sobre:
BerlusconiItáliaEuropaJustiça

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.