Alessandro Bianchi/Reuters
Alessandro Bianchi/Reuters

Berlusconi denúncia 'campanhas midiáticas' contra seu partido na Itália

Premiê pede aos dirigente do Povo da Liberdade que se mantenham unidos contra tal ameaça

Efe

22 de julho de 2010 | 10h08

ROMA - O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, acusou alguns veículos de comunicação do seu país nesta quinta-feira, 22, de fazerem "furiosas campanhas midiáticas" contra seu partido, o Povo da Liberdade (PDL), e pediu aos dirigentes para que se mantenham unidos contra tal ameaça.

 

Em mensagem postada no site Forzasilvio.it, site oficial do líder, Berlusconi fez um chamado aos membros de seu partido para que se mostrem unidos. "Nossos adversários são professores de charlatanismo, com a qual tentam esconder seus deméritos e obscurecer tudo de bom que fizemos nestes dois anos difíceis", acrescentou Berlusconi.

 

De acordo com o comunicado, o premiê aposta na união como a melhor defesa para seus aliados. "Mas eles não alcançarão se estivermos unidos, se o Povo da Liberdade se mantém próximo ao seu governo, consciente dos grandes resultados até agora obtidos, com coesão entre os líderes, dirigentes e seguidores", acrescentou Berlusconi.

 

Nas últimas semanas, membros do partido de Berlusconi foram salpicados por várias investigações judiciais, abertas após a publicação de notícias por meios de comunicação. Estes escândalos levaram à demissão há poucos dias do subsecretário de Economia, Nicola Cosentino, por sua suposta participação em uma loja maçônica que tentava influenciar sobre a magistratura da Itália e pela que também está sendo investigado o coordenador nacional do PDL, Denis Verdini.

 

Além disso, continuam as divergências entre os integrantes do PDL, com dois grupos claramente estabelecidos em torno de Berlusconi. Berlusconi denunciou na semana passada "o clima jacobino e justicialista" que se respira no país, em referência aos "ataques" contra os membros de sua formação política.

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