Berlusconi diz que não há ministérios decididos em seu governo

Freando entusiamos da Liga do Norte, premiê eleito da Itália não revela detalhes e diz que 'haverá surpresas'

Efe,

21 de abril de 2008 | 17h26

O primeiro-ministro eleito Silvio Berlusconi freou nesta segunda-feira, 21, o entusiasmo de sua aliada Liga Norte (LN) com relação aos novos ministros da Itália e disse que ainda não há nada decidido. Um dia após se reunir com dirigentes deste partido e alcançar um acordo, que segundo membros da LN separa três pastas para eles, Berlusconi se recusou a revelar detalhes do novo governo e se limitou a dizer que "haverá surpresas."   Veja também: Berlusconi é criticado por simular tiro em jornalista   O líder da legenda, Umberto Bossi, anunciou no domingo que ocupará o Ministério de Reformas Institucionais, enquanto Roberto Maroni, "número dois" da LN, irá para a pasta de Interior e Luca Zaia assumirá a Agricultura. Já Roberto Calderoli será o vice-presidente do governo, afirma o partido.   "Ainda não há nada decidido. Eu é que apresentarei os nomes do gabinete, cerca de 60 (entre ministros e subsecretários) ao presidente da República", afirmou Berlusconi por telefone. O premiê eleito disse em várias oportunidades que seu governo será composto por 12 ministros e que quatro serão mulheres.   Os únicos nomes que ele apresentou até agora foram os do comissário europeu Franco Frattini e do ex-ministro Giuliano Tremonti, que serão, respectivamente, ministros de Assuntos Exteriores e de Economia.   Berlusconi aproveitou toda a segunda-feira para fazer contatos para formação do Governo. Nesta jornada se reuniu com o presidente da região do Vêneto, Giancarlo Galán. Segundo um comunicado divulgado no final do encontro, Galán seguirá como presidente regional e o futuro primeiro-ministro deu garantias de que pelo menos dois ministros serão da região do Vêneto e que vários subsecretários também serão desta região.   No comunicado, Berlusconi reiterou que as primeiras medidas de seu governo estão centradas na segurança e no federalismo fiscal.   O líder conservador também se reuniu nesta segunda-feira com dirigentes de seu partido e nos próximos dias fará isto com o presidente regional da Lombardia, Roberto Formigoni, que segundo a imprensa local desejaria um cargo de âmbito nacional, possivelmente a Presidência do Senado.

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