Berlusconi diz que renunciaria se tivesse mentido sobre jovem

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, diante das exigências para explicar seu relacionamento com uma jovem, negou nesta quinta-feira ter tido um "caso passional" e disse que teria que renunciar se fosse flagrado mentindo sobre o assunto.

DEE, REUTERS

28 de maio de 2009 | 13h06

O relacionamento do líder conservador de 72 anos com uma moça de 18 anos virou uma questão política explosiva na Itália, depois de sua mulher, Veronica, ter pedido o divórcio alegando infidelidade.

Berlusconi negou qualquer comportamento errado ou que tenha mentido em suas explicações aparentemente contraditórias sobre a razão pela qual foi ao 18o aniversário de Noemi Letizia e deu um colar caro a ela. Ele prometeu explicar tudo no Parlamento, mas não definiu uma data para isso.

O premiê disse a repórteres em Roma que, se alguém perguntasse se ele tivera "um relacionamento, digamos, passional ou mais que passional com uma menina menor de idade", sua resposta seria "absolutamente não".

"Já jurei sobre a vida dos meus filhos. E disse que tenho consciência que, se isso fosse um juramento em falso, eu teria que renunciar um minuto depois", disse Berlusconi, que foi eleito pela terceira vez no ano passado e goza de apoio forte nas pesquisas de opinião.

O magnata da mídia normalmente conta com o apoio da liderança católica na Itália, mas agora vem sendo criticado por dar mau exemplo aos jovens do país com seu comportamento e seu segundo divórcio, muito público.

A idade do consentimento sexual na Itália é 16 anos, mas a maioridade é atingida aos 18. Letizia completou 18 anos no mês passado e foi fotografada com Berlusconi em sua festa de aniversário, além de outros eventos no ano passado, quando tinha 17.

A oposição vem criticando o comportamento de Berlusconi antes das eleições europeias de junho, e o líder de centro-esquerda Dario Franceschini, que está em campanha, perguntou aos italianos: "Vocês gostariam de ver seus filhos criados por este homem?".

O comentário foi demais para os filhos de Berlusconi. Eles raramente dão declarações públicas -- se recusaram a tomar partido quando Veronica pediu o divórcio, este mês --, mas reagiram com fúria à observação de Franceschini.

"Irada? Estou indignada. Furiosa. Não, já basta", disse ao jornal Corriere della Sera Marina, filha do primeiro casamento de Berlusconi e presidente da editora Mondadori, que faz parte do império comercial de seu pai.

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