Berlusconi entra com recurso contra condenação em caso de prostituição

O líder da centro-direita italiana, Silvio Berlusconi, entrou com um recurso nesta quinta-feira contra sua condenação por pagar por sexo com uma menor de idade e abuso de poder em relação à ex-dançarina adolescente Karima El Mahroug, disseram fontes legais.

Reuters

02 de janeiro de 2014 | 17h36

Berlusconi foi condenado a sete anos de prisão e proibido de ocupar cargos públicos após ter sido considerado culpado de pagar para fazer sexo com Karima, mais conhecida pelo nome artístico "Ruby Rouba Corações" quando ela era menor de idade.

Ele também foi considerado culpado de abusar de seus poderes como primeiro-ministro para libertá-la da prisão, depois de ter sido detida por suposto roubo.

Berlusconi sempre negou todas as acusações e seus advogados pediram que sua condenação seja anulada por completo. Sob o sistema jurídico italiano, nenhuma parte de sua sentença pode começar a ser cumprida até que o processo de apelação seja concluído.

Ele foi expulso do Parlamento e enfrenta um ano de prisão domiciliar ou de serviço comunitário depois de ser considerado culpado de fraude fiscal em um outro caso no ano passado.

As acusações de prostituição contra Berlusconi datam de 2010 e surgiram pela primeira vez quando ele ainda era primeiro-ministro. Ele se envolveu numa série de outros escândalos no momento em que a crise da dívida da zona do euro atingiu o seu auge no fim de 2011.

O tribunal de Milão, que o condenou, disse que o magnata da mídia de 77 anos foi o mestre de cerimônias das chamadas festas sexuais "bunga bunga" em sua casa de campo nos arredores de Milão e que tinha pago por sexo com Karima, apesar de saber que ela tinha menos de 18 anos.

(Reportagem de Ilaria Polleschi)

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