Tony Gentile/Reuters
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Berlusconi garante ter deputados necessários para seguir no governo

Sem maioria absoluta, primeiro-ministro acredita que conseguirá acordos com membros da oposição

Efe,

26 de dezembro de 2010 | 15h53

ROMA- O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, garantiu neste domingo, 26, ao sacerdote Pierino Gelmini que governará os dois anos e meio que ainda restam de seu mandato, "já que ainda temos os números na Câmara dos Deputados".

 

O premiê ressaltou que tem "a certeza" de poder governar, ao contar com os "números" (deputados) na Câmara Baixa, apesar dos seguidores de seu ex-aliado e cofundador do Partido Povo da Liberdade (PDL), Gianfranco Fini, terem abandonado a coalizão do governo.

 

Fini criou a legenda Futuro e Liberdade (FLI), e a coalizão governamental perdeu a maioria absoluta com sua saída.

 

No entanto, no último dia 14, a decisão de três deputados do FLI de não seguir a disciplina de voto permitiu que a Câmara dos Deputados rechaçasse duas moções contra Berlusconi. Além desses três legisladores, o premiê está convencido de que em breve conseguirá acordos com outros grupos centristas.

 

"Temos enfrentado dificuldades, mas as superamos. Se em 14 de dezembro o governo não tivesse evitado por três votos a moção de censura, teríamos desembocado em uma situação muito grave para o país", disse Berlusconi na conversa com Gelmini.

 

"Em um momento de crise global, não ter governo e estar envolvido em uma campanha eleitoral muito dura teria atraído a mira da especulação internacional", continuou o primeiro-ministro.

 

Berlusconi também se queixou de ser "a primeira vítima da difamação" na Itália e que o acusaram "de tudo, desde atentados a pertencer à máfia".

 

"Não há nada do que não me tenham acusado (...). Você me entende, porque você também é uma vítima", disse o líder italiano ao sacerdote.

 

Gelmini, de 85 anos, será julgado por supostamente ter violento dez jovens quando estavam alojados em um de seus centros de reabilitação para viciados.

 

O sacerdote sempre defendeu sua inocência e insiste que agiu de forma correta com todas as pessoas que receberam ajuda em seus centros.

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