Gian Mattia D'Alberto, Lapresse/AP
Gian Mattia D'Alberto, Lapresse/AP

Berlusconi nega que suas festas tivessem jogos sexuais

'Posso descartar que tenham ocorrido cenas de natureza sexual', disse o ex-primeiro-ministro italiano

Reuters

19 de outubro de 2012 | 16h28

MILÃO - O ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, réu pela acusação de fazer sexo com uma prostituta menor de idade, negou nesta sexta-feira, 19, que houvesse brincadeiras sexuais nas festas que ele promovia em sua mansão. "Posso descartar que tenham ocorrido cenas de natureza sexual", disse o político e empresário, de 76 anos, pronunciando-se pela primeira vez no lotado tribunal de Milão onde é julgado.

"Tudo acontecia na frente dos funcionários e, às vezes, meus filhos também vinham dar um oi", disse Berlusconi, que nega repetidamente ter feito sexo com a dançarina de origem marroquina Karima el Mahroug, mais conhecida como Ruby. O termo "bunga bunga", para descrever as atividades lascivas nas festas de Berlusconi, acabou por ganhar celebridade mundial.

Berlusconi é acusado de ter dado dinheiro e joias a Ruby em troca de sexo, em 2010, quando ela tinha 17 anos. É acusado ainda de usar seu poder político para livrá-la de uma detenção por furto, o que ele também nega.

Em abril, Berlusconi admitiu a jornalistas que promovia "jogos burlescos" na sua residência, mas, na sexta-feira, acusou os juízes do caso de motivação política, e defendeu as moças envolvidas no caso.

O político deixou o governo da Itália em novembro de 2011, por causa da crise econômica, mas não descarta disputar eleições novamente.

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