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Berlusconi quer vender o Milan para Kadafi, diz jornal

Clube não seria mais rentável à família do premiê; bancos líbios já tiveram participação no futebol italiano

Efe,

04 de setembro de 2009 | 10h53

O primeiro-ministro da Itália e proprietário do clube AC Milan, Silvio Berlusconi, pretende vender a equipe ao líder líbio Muamar al Kadafi, segundo a edição desta sexta-feira, 4, do diário italiano La Repubblica.

 

O jornal indica que os dois líderes trataram do assunto durante a reunião que mantiveram no último domingo em Trípoli, onde Berlusconi participou de eventos em comemoração ao aniversário do tratado de 2008 que colocou um fim ao impasse entre Itália e Líbia.

 

No encontro, o proprietário do clube onde jogam os brasileiros Ronaldinho, Dida e Alexandre Pato ofereceu a Kadafi a possibilidade de comprar o Milan e pediu referências sobre a disponibilidade do Banco Central Líbio, do Banco Exterior da Líbia e da Autoridade de Inversões da Líbia.

 

Essas entidades financeiras se vincularam anteriormente a outras equipes italianas, como a Juventus e a Roma, considerados como os grandes objetivos de Kadafi pela imprensa líbia.

 

Segundo o La Repubblica, o Milan já não é uma inversão rentável para a família Berlusconi, já que não só está dando prejuízo como também não tem conseguido resultados expressivos dentro de campo como em outras épocas. Os filhos de Berlusconi pressionaram o premiê para que se desfizesse desta parte de seu "império empresarial", que também prejudica sua carreira política.

 

Com isso, após as eleições europeias, o próprio primeiro-ministro disse que a venda de Kaká para o clube espanhol Real Madrid lhe rendeu a perda de uma quantidade significativa de votos, embora ambas as equipes tenham aguardado os resultados eleitorais para anunciar a transferência.

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