Berlusconi tem alta; governo estuda censurar protestos na Itália

Setores do governo estudam fechar sites que 'incitam violência' e limitar manifestações públicas no país

estadao.com.br,

17 de dezembro de 2009 | 09h37

 Ainda com curativos no rosto, primeiro-ministro deixa hospital. Foto: Gianpiero Sposito/Reuters

 

MILÃO - O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, teve alta nesta quarta-feira, 17, do hospital San Raffaele, de Milão, onde ficou internado por três dias após a agressão que sofreu no domingo passado. Ainda hoje, o governo italiano deve decidir se aperta o cerco a sites na internet que incitam a violência e limita protestos públicos no país.

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Berlusconi ficou ferido no domingo passado após um comício na Praça do Duomo  de Milão, quando um homem com problemas mentais lhe atingiu com uma miniatura da catedral local. Berlusconi perdeu dois dentes, quebrou o nariz e teve cortes profundos no lábio.

 

Após deixar o hospital, Berlusconi vai para sua residência, nos arredores de Milão, e, por recomendações médicas, deve ficar afastado do trabalho por 25 dias. Todas as atividades previstas na agenda do primeiro-ministro foram anuladas.

 

"Diálogo"

 

Ao sair do hospital, Berlusconi disse que o incidente mostrou que é uma pessoa "querida" pelos italianos. "Duas coisas ficaram desta experiência: o ódio de alguns poucos e o amor de muito, muitíssimos italianos", disse o premiê em um comunicado divulgado por seu gabinete que chama o país a "uma nova era de diálogo".

 

"Se o que me ocorreu gera uma maior consciência da necessidade de uma linguagem mais moderada e honesta na política italiana, então esta dor não foi em vão", continuou o comunicado.

 

"Alguns representantes da oposição parecem ter entendido. Se se distanciam com honestidade dos poucos que fomentam a violência, então finalmente poderá ser iniciada uma nova era de diálogo", finalizou o documento.

Censura

Setores do governo italiano examinam a possibilidade de fechar páginas da internet que "incitam à violência" e limitar protestos públicos após a agressão a Berlusconi.

O ministro do Interior Roberto Maroni advertiu na terça-feira que as manifestações públicas poderão ser enquadradas na mesma categoria de restrições de estádios de futebol. Segundo o ministro do Interior, uma reunião de gabinete que discutirá a remoção de páginas da internet está marcada para hoje.

A administração do site de relacionamentos Facebook, que abriga uma série de grupos críticos a Berlusconi, afirmou que está examinando os pedidos de retirada de conteúdos "ameaçadores" do suas páginas.

Com informações da Efe, da Reuters  e de O Estado de S. Paulo 

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