Berlusconi tenta unificar direita italiana antes de eleição

Ex-primeiro ministro convocou partidos de centro-direita para concorrerem juntos no pleito de abril

Reuters,

08 de fevereiro de 2008 | 11h52

Silvio Berlusconi convocou nesta sexta-feira, 8, os partidos de centro-direita da Itália para concorrerem sob uma única bandeira nas eleições gerais de abril. A chamada ocorreu depois de o maior partido de centro-esquerda do país ter jogado a toalha e haver dito que faria campanha sozinho, sem seus aliados. Pesquisas de opinião sugerem que Berlusconi, um magnata bilionário dos meios de comunicação, conquistará o poder pela terceira vez, agora depois do colapso, no mês passado, do governo de 20 meses encabeçado pelo primeiro-ministro Romano Prodi. Mas Berlusconi, 71, líder do partido Força Itália e proprietário do clube de futebol AC Milan, deseja evitar a formação de uma coalizão ampla e conflituosa como a que provocou tanta turbulência durante o mandato de Prodi. Ironicamente, o líder da centro-direita precisa enfrentar uma lei eleitoral que favorece coalizões do tipo e que o governo dele legou, como uma "pílula de veneno", a Prodi pouco antes de perder a eleição em 2006. Apelidado de "Cavaliere" (Cavaleiro), Berlusconi foi o primeiro premiê italiano em 50 anos a cumprir seu mandato por inteiro, quando ficou no poder de 2001 a 2006. No entanto, durante esse período, o dirigente discutiu acaloradamente com seus aliados e, no ano passado, dissolveu a coalizão que comandava, chamando-a de um "ectoplasma". Assim que o governo de Prodi ruiu, no entanto, os maiores aliados de Berlusconi, a Aliança Nacional (AN), conservadora, e a Liga do Norte, de extrema direita, logo correram para perto dele. "Não haverá mais o símbolo da Força Itália ou da AN. Este é o Povo da Liberdade (novo partido formado pelo ex-premiê) e haverá um único grupo no Parlamento", afirmou Berlusconi. A Liga, separatista, continuará a usar sua bandeira e concorrerá "na Federação" com o novo grupo, afirmou.

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