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Berlusconi vai convocar eleições se perder apoio no Parlamento

Coalizão do premiê italiano perdeu força após aliado deixar partido para fundar outra legenda

Reuters e Efe

20 de agosto de 2010 | 17h00

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, declarou na sexta-feira que, se perder uma moção de desconfiança no Parlamento, o país realizará até dezembro eleições, e que ele será o favorito.

Berlusconi recentemente rompeu com o presidente da Câmara dos Deputados, Gianfranco Fini, e deve se submeter a um voto de confiança no mês que vem.

Questionado por jornalistas sobre a eventualidade de eleições, Berlusconi disse: "Não acho que haja qualquer (outra) alternativa ao bem do país." Sobre a realização do pleito ainda este ano: "Absolutamente sim. Qualquer outra coisa será perda de tempo."

Ele disse ter tido acesso a pesquisas mostrando que seu partido, o Povo da Liberdade, e seus aliados de direita da Liga Norte devem ter mais de 50% dos votos.  "O Povo da Liberdade pretende pedir um renovado compromisso do Parlamento" para prosseguir com as reformas nos próximos meses até o final da legislatura em 2013, disse o primeiro-ministro, que acrescentou que, se não houver maioria, convocará as urnas "imediatamente".

 

"Se não obtivermos o compromisso da maioria, não haveria mais alternativa além do voto, no mais tardar em dezembro, porque além deste tempo seria negativo para o país", afirmou Berlusconi.

O premiê explicou também que a executiva do PDL já deu ordem aos chefes de seus grupos na Câmara dos Deputados e no Senado para que preparem a questão de confiança que deverá ser aprovada pelos dois Plenários.

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