Bersani vai propor ex-chefe do Senado para Presidência da Itália

O líder centro-esquerdista italiano Pier Luigi Bersani deve propor nesta quarta-feira o nome de Franco Marini, ex-presidente do Senado, como candidato a presidente da República, o que pode causar divisões dentro do seu próprio Partido Democrático.

GAVIN JONES, Reuters

17 de abril de 2013 | 17h18

Uma fonte do PD disse que Marini, um católico proeminente e ex-líder da central sindical moderada CISL, terá seu nome apresentado em breve numa reunião partidária. Ele também teria o apoio do bloco centro-direitista de Silvio Bersluconi e dos centristas encabeçados pelo primeiro-ministro interino Mario Monti, segundo a fonte.

Mas uma parte do bloco de centro-esquerda pode se opor, e o prefeito de Florença, Matteo Renzi, de 38 anos, principal rival de Bersani no partido, deixou claro imediatamente que não apoiaria Marini.

"Nós nos opomos a essa escolha. Nossos parlamentares não vão votar nele", afirmou Renzi ao site do jornal La Stampa.

O Parlamento inicia na quinta-feira a eleição indireta do sucessor do presidente Giorgio Napolitano, cujo mandato termina em 15 de maio.

Caberá ao novo presidente encerrar o impasse deixado pela inconclusiva eleição de fevereiro, seja convencendo os partidos a buscarem uma aliança, ou então convocando uma nova eleição.

Marini, de 80 anos, é por enquanto o único candidato que parece ter um apoio amplo, mas não há garantia de que ele obterá votos suficientes na eleição secreta que envolve parlamentares e representantes regionais.

Há semanas os partidos buscam um consenso sobre o novo presidente, e Marini, que não foi reeleito em fevereiro, é sabidamente impopular entre muitos senadores e deputados do PD.

Nesta quarta-feira, o partido alternativo Movimento 5 Estrelas substituiu seu candidato a presidente. A jornalista de TV Milena Gabanelli desistiu, e o grupo manifestou apoio ao acadêmico e político esquerdista Stefano Rodota, que poderá ter o apoio de elementos do PD contrários a um acordo com Berlusconi.

Outros candidatos citados incluem os ex-premiês Giuliano Amato, Massimo D'Alema e Romano Prodi.

(Reportagem adicional de Naomi O'Leary e James Mackenzie)

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