Bilionário contribui para fundo de defesa dos pais de Madeleine

Richard Branson aposta na inocência de Gerry e Kate McCann no desaparecimento da filha e doa US$ 200 mil

Agências internacionais,

16 de setembro de 2007 | 13h17

Richard Branson, o bilionário fundador do grupo britânico Virgin, se comprometeu a doar US$ 200 mil para ajudar na defesa dos pais da menina britânica desaparecida Madeleine McCann, Gerry e Kate McCann. Segundo a porta-voz do dono da gravadora, Branson ainda contatou outros britânicos para encorajá-los a contribuir com um fundo para a defesa do casal.   Veja também: Falhas no caso Madeleine Cronologia    Os pais de Madeleine foram considerados formalmente suspeitos no caso do desaparecimento da filha após horas de interrogatório. A polícia judiciária portuguesa afirma ter encontrado vestígios do sangue da menina em um carro que foi alugado pelo casal quase um mês após o desaparecimento dela. Segundo a imprensa britânica, no porta-malas também havia amostras de cabelo da menina.   O bilionário já havia doado US$ 2 milhões para as buscas de Madeleine, de 4 anos, que desapareceu no dia 3 de maio em Portugal, enquanto dormia com os irmãos mais novos em um apartamento na Praia da Luz. Enquanto isso, os pais da menina, os médicos Kate e Gerry McCann, jantavam com amigos em um restaurante a cerca de 50 metros do hotel em que as crianças dormiam.   A família decidiu na semana passada não utilizar com despesas judiciais os mais de 1 milhão de libras, cerca de US$ 2 milhões, arrecadados para as buscas de Madeleine. A família anunciou no sábado que pelo menos US$ 160 mil seriam utilizados em campanhas publicitárias em toda a Europa para tentar voltar as atenções para as buscas pela filha.   Jornais britânicos e franceses afirmam que Madeleine McCann pode ter morrido por uma overdose de sedativos administrados pelos pais, ambos médicos. Segundo o periódico francês France-Soir, as análises toxicológicas do DNA encontrado revelam que a menina consumiu uma quantidade "significativa" de pílulas.   Autoridades tentam ainda descobrir como os irmãos que dormiam com a menina não acordaram enquanto Madeleine foi levada.   Sean e Amelie permaneceram dormindo durante o ataque histérico da mãe ao notar o desaparecimento da filha mais velha e ao mesmo tempo em que as buscas eram realizadas por dezenas de pessoas no hotel. O casal nega que os filhos tenham sido sedados naquela noite.

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