Bin Laden pede fim de participação européia no Afeganistão

Em gravação, líder terrorista afirma que europeus 'não respeitam os princípios morais' na guerra iniciada em 2001

Agências internacionais,

29 de novembro de 2007 | 16h37

Em uma nova mensagem de áudio divulgada pela TV árabe Al-Jazira, o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, conclamou as populações da Europa a pressionarem seus governos pelo fim da ajuda européia aos Estados Unidos na guerra do Afeganistão.   "A maré americana está terminando, então é melhor que vocês pressionem seus líderes a mudarem suas políticas", disse Bin Laden, dirigindo-se aos europeus e referindo-se à contribuição européia no Afeganistão.   "Os países europeus nesta guerra não respeitam os princípios morais, já que lançam ataques contra mulheres e crianças", acrescentou.   "Vocês sabem que as mulheres não combatem, e as usam como alvos até em celebrações e festas para quebrar a vontade dos mujahedins" (combatentes religiosos), disse Bin Laden falando diretamente aos europeus.   Ele afirmou que "a força dos americanos começou a declinar, graças a Deus, por isso eles voltarão para casa do outro lado do Atlântico".   A Al-Jazira transmitiu apenas dois pequenos trechos da fita, com alguns segundos cada. Em um deles, o terrorista afirma que seus aliados do Taleban não tinham conhecimento dos planos para os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos, principal razão para a invasão liderada pelos Estados Unidos ao Afeganistão.   Nesse sentido, disse que esses ataques suicidas foram "a verdadeira resposta aos crimes cometidos pelos Estados Unidos e por Israel contra nossos povos na Palestina e no Líbano".   "Eu sou o responsável por esses feitos. Por isso afirmo que nem o governo nem o povo afegãos tiveram conhecimento sobre eles, em absoluto", acrescentou Bin Laden.   Segundo o líder da Al-Qaeda, Washington soube que os afegãos não estavam envolvidos nos atentados de 11 de setembro por meio de alguns ministros talebans presos pelos americanos.   A autenticidade dessas gravações, porém, não pôde ser verificada. A Al-Qaeda havia anunciado há alguns dias que faria a transmissão. Se confirmada, esta será a quarta mensagem do líder da rede terrorista ao longo deste ano.   Matéria ampliada às 18h04

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