Blair é nomeado enviado de paz para Oriente Médio

Após a renúncia do prmiê britânico, Quarteto de Madrid anuncia Blair como mediador para conflito palestino

Associated Press, Agencia Estado

27 Junho 2007 | 16h26

O ex-premiê britânico Tony Blair foi nomeado nesta quarta-feira, 27, como o enviado para intemediar o processo de paz no Oriente Médio após renunciar ao cargo de chefe de governo do Reino Unido. Blair representará o Quarteto de Madri, integrado por Estados Unidos, União Européia (UE), Rússia e a ONU para buscar uma solução para o impasse no Oriente Médio. Ainda como primeiro-ministro, Blair discursou no Parlamento britânico nesta quarta-feira e declarou que o único caminho para a estabilidade e a paz na região seria uma solução entre os dois Estados. O novo enviado de paz deve buscar apoio internacional para atender às necessidades para a criação de um governo Palestino, "focado na urgência da solução do conflito", segundo o comunicado divulgado. Blair é o segundo premiê britânico a passar mais tempo no cargo em um século. Na terça-feira, ele deu claros indícios sobre os novos rumos profissionais. Durante uma coletiva em Londres, afirmou que "qualquer pessoa que se preocupa com paz e estabilidade no mundo sabe que uma solução para a questão palestino-israelense é essencial. Em várias ocasiões disse que farei o necessário para ajudar no assunto". A nomeação de Blair, no entanto, causou polêmica, já que muitos analistas acreditam que ele não é popular no mundo árabe. Aliado dos EUA na guerra do Iraque, Blair é visto como amigo íntimo de Bush, odiado na região. O porta-voz do grupo radical palestino Hamas, Fawzi Barhmoum, afirmou que o britânico não é bem-vindo, pois apoiou "o terrorismo da ocupação sionista e massacres contra o nosso povo". O movimento nacionalista Fatah, liderado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, se posicionou de acordo com a nomeação de Tony Blair como enviado do Quarteto, por considerar que ele ajudaria no processo de paz com Israel. "Blair foi primeiro-ministro britânico durante 10 anos e agora está familiarizado com a situação no Oriente Médio. Ele será um membro ativo e ajudará no processo de paz, por meio de negociações que atendam às necessidades dos palestinos", disse o porta-voz do Fatah na Cisjordânia, Fahmi Az-Zaarir.

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