Blair 'flertou' com Diana em jantar, diz advogado de Al-Fayed

Princesa Diana, morta em acidente de carro, também teria afirmado que o príncipe Charles não deveria ser rei

Efe,

15 de janeiro de 2008 | 15h23

O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair "flertou" com a princesa Diana durante um jantar, segundo afirmou nesta terça-feira, 15, Michael Mansfield, advogado de Mohamed al-Fayed, diante do júri que investiga a morte da princesa Diana em um acidente de carro em 31 de agosto de 1997, em Paris. Além disso, ele afirmou que Diana não acreditava que o príncipe Charles deveria se tornar rei.  'Mãe chamou princiesa Diana de prostituta', diz ex-mordomo Mansfield é representante legal de Mohamed al-Fayed - dono das lojas Harrods e pai de Dodi al-Fayed. Dodi era namorado de Diana e também morreu no acidente de carro em Paris. Nesta terça, Mansfield leu vários trechos dos diários escritos pelo ex-porta-voz de Blair, Alistair Campbell. "Charles não deveria ser rei" Por outro lado, Diana estava convencida de que seu então marido, Charles, "não deveria ser rei", segundo os testemunhos dados por Rae e por sua colega no caso, a também advogada Sandra Davis. Além disso, as duas advogadas disseram que Diana tinha uma existência "solitária", passando temporadas inteiras sozinha no palácio de Kensington, quando a princesa "esquentava sua própria comida em um forno microondas". Rae e Davis também afirmaram que Diana disse "temer por sua própria vida", em um encontro que elas tiveram em outubro de 1995 com o também advogado Lorde Mishcon e o secretário particular da princesa, Patrick Jephson. Em outro momento da audiência, Maggie Rae lembrou que Diana tinha afirmado que a rainha da Inglaterra, Elizabeth II, abdicaria em abril de 1996, em favor de seu filho, o príncipe Charles. Encontro Neles, Campbell relata que o ex-líder trabalhista conheceu Diana na casa da advogada que conduziu o processo de divórcio da princesa e do príncipe Charles, quando Blair ainda era líder da oposição, em janeiro de 1997. Maggie Rae, advogada que também trabalhou no processo de separação de Diana, organizou um jantar em sua casa, segundo seu depoimento ao júri. Em um dos trechos lidos por Mansfield, Campbell destacava: "Tony Blair não sabia se flertava com ela (Diana) ou se a tratava como uma visitante oficial e acabou fazendo um pouco das duas coisas, mas não foi uma situação cômoda". Rae lembrou na audiência que a própria Diana tinha pedido a ela para que organizar o encontro. "Ela sabia que eu conhecia Tony Blair e a sua esposa Cherie... e comentou que gostaria de conhecê-los", declarou. A advogada também observou que o então líder da oposição também gostaria de conhecer Diana, que tinha acabado de retornar de uma viagem a Angola. Quando Mansfield pediu que Rae desse seu ponto de vista sobre a predisposição de Blair acerca do encontro, ela disse que o político "estava muito assustado e pensava que haveria legiões de fotógrafos na porta".

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