Blair teme reações que livro da esposa pode causar, diz jornal

Segundo o Sunday Telegraph, ex-premiê não quer abalar relações com o atual primeiro-ministro, Gordon Brown

Efe,

30 de setembro de 2007 | 16h16

O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair está "preocupadíssimo" com as repercussões políticas que a decisão de sua mulher, Cherie, de publicar suas memórias em 2008 pode causar. Segundo o jornal britânico Sunday Telegraph publicou neste domingo, 30, Blair estaria incomodado com as conseqüências que a publicação podem ocasionar com a sua relação com o atual premiê do país, Gordon Brown. "Blair Está se relacionando muito bem com Gordon agora e a última coisa que quer é que revelações prejudiciais ponham tudo a perder. No entanto, não pode impedir que Cherie o escreva", disse a fonte. A imprensa britânica sempre sustentou que a relação entre os dois políticos se deterioraram ao longo do mandato de Blair, principalmente devido à resistência do ex-líder trabalhista em passar o cargo a Brown e às ambições do atual primeiro-ministro, que assumiu em junho. Cherie nunca escondeu sua antipatia por Brown. Sua autobiografia, que será publicada pela editora Little Brown, pretende ser um livro "íntimo" e "divertido", o retrato de uma família "vivendo em circunstâncias extraordinárias". A mulher de Blair, que deve ganhar cerca de 6 milhões de libras (US$ 12,3 milhões) pelas memórias, falará de sua vida desde a infância em Liverpool, no noroeste da Inglaterra, até mesmo sobre o período em que a família viveu no número 10 da Downing Street (residência oficial do primeiro-ministro britânico). Cherie também é co-autora, junto com a escritora Cate Haste, do livro "The Goldish Bowl", um relato sobre as vidas dos cônjuges de primeiros-ministros no Reino Unido.

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