Bomba explode em frente a Tribunal na Espanha

Artefato continha até 15 quilos de explosivos e deixou apenas grandes danos materiais a um mês das eleições

Efe,

08 de fevereiro de 2008 | 08h44

Uma bomba explodiu na madrugada desta sexta-feira, 8, na porta do Tribunal da localidade basca de Bergara (norte), na província de Guipúzcoa, sem causar vítimas, mas deixando muitos danos materiais, informaram fontes oficiais.   A explosão aconteceu por volta de 0h20 (horário local) na porta de acesso ao Tribunal, segundo informou o departamento de Interior do governo regional basco, que precisou que os danos se estenderam a vários pontos comerciais, assim como a veículos estacionados na região. A bomba poderia conter cerca de 15 quilos de explosivo e uma ligação anônima aos bombeiros avisou sobre o artefato.   A explosão acontece no mesmo dia em que representantes do Partido Comunista das Terras Bascas (PCTV) e do Ação Nacionalista Basca (ANV), supostamente vinculados à Batasuna - considerada braço político da ETA -, foram convocados à Corte Suprema. O atentado foi registrado também depois que, na tarde de quinta, os dirigentes do Batasuna Pernando Verruma e Patxi Urrutia entraram na prisão de Soto del Real, por ordem do juiz da Audiência Nacional Baltasar Garzón, acusados de pertencer a organização terrorista.   A Promotoria e os serviços jurídicos do Estado exigem que o PCTV e o ANV sejam considerados ilegais, a fim de evitar que o entorno da ETA possa estar presente nas eleições gerais de 9 de março.   Este é o primeiro atentado a ocorrer na Espanha em 2008 e o terceiro contra instalações judiciais desde novembro passado.   O conselheiro de Justiça do governo regional basco, Joseba Azkarraga, deu a informação sobre a composição do explosivo durante a visita que realizou no início do dia às instalações judiciais de Bergara. Azkarraga condenou "este gravíssimo atentado, que poderia ter causado graves vítimas", e ressaltou que o fato de não haver feridos "não diminui a gravidade" desta ação.   Antes de entrar nas instalações dos tribunais, onde agentes da polícia ainda trabalhavam no início desta manhã, o conselheiro disse que foi o vigilante da instalação que descobriu a existência do explosivo em uma mochila e alertou a polícia. Também foi recebido um telefonema anônimo alertando sobre a colocação da bomba.

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