Ballesteros / EFE
Ballesteros / EFE

Bomba explode em restaurante espanhol após aviso da ETA

Grupo separatista basco assume os últimos quatro atentados realizados no país e que mataram três pessoas

09 de agosto de 2009 | 11h00

Uma bomba explodiu neste domingo, 9, num restaurante da ilha de Palma de Mallorca, na Espanha, após um telefonema alertando sobre o atentado em nome da organização separatista basca ETA. Ninguém ficou ferido no incidente.

 

O edifício onde se encontra o restaurante tinha sido previamente desocupado pelas forças de segurança e a explosão aconteceu depois que uma telefonema anônimo em nome da ETA alertou sobre a colocação de vários artefatos explosivos em restaurantes e bares de Palma de Mallorca. Segundo o jornal espanhol El País, o artefato de pequena potência estava dentro de uma bolsa no banheiro feminino. 

 

A região é uma das mais movimentadas da cidade por reunir bares e restaurantes muito frequentados por turistas na orla da praia. Além disso, a região é muito próxima de portos e do aeroporto de Palma de Mallorca.

 

A explosão foi registrada um dia depois do grupo reivindicar os últimos atentados cometidos no país, entre julho e julho, em Vizcaya, Burgos e Palma de Mallorca. Um inspetor de polícia e dois guardar civis morreram nas explosões. Em comunicado publicado em sua edição digital pelo jornal Gara, que a organização costuma utilizar para divulgar seus pronunciamentos, a ETA diz ainda que os trabalhos da polícia são "estéreis".

 

"A única que tem se mostrada frustrada e estéril nas últimas semanas, como nos últimos anos, é a estratégia repressiva e ações policiais", declarou o grupo armado em um comunicado enviado aos jornais locais "Gara" e "Berria". O ETA se referiu às afirmações do ministro do Interior espanhol, Alfredo Perez Rubalcaba, quem qualificou como "fracassado" o atentado com um carro-bomba na cidade de Burgos no dia 29 de junho, que deixou dezenas de feridos, porém nenhuma vítima fatal.

 

Além do atentado em Burgos, o grupo armado basco também assumiu a autoria de um ataque à sede do governo socialista na cidade de Durango no dia 10 de julho e insistiu que alertou sobre o atentado em ligações telefônicas, contrariando a versão do ministério do Interior.

 

A ETA registrou na parte final do comunicado que seu objetivo é buscar uma solução "política e discutida" para o país basco, mas avisou que continuará usando as armas na "sua luta".

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