Lorraine O'Sullivan / AFP
Lorraine O'Sullivan / AFP

Boris Johnson diz que tem 'sido mais contido em relação ao Brexit'

Em primeiro dia de conferência do Partido Conservador em Manchester, primeiro-ministro britânico defendeu separação do Reino Unido mas alegou que tem sido contido nas discussões; prazo para negociações do Brexit acaba no próximo dia 31

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2019 | 08h44

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, pediu calma no debate em torno do Brexit, apesar dos ânimos inflamados em relação às suas recentes declarações. Em entrevista à BBC neste domingo, 29, ele avaliou que sua linguagem tem sido "contida" e "modelo" nas discussões sobre o assunto.

 

O primeiro-ministro avaliou ainda que "o melhor para o país e para a saúde psicológica da população" seria finalmente realizar a separação da União Europeia. Ele comparece neste domingo à conferência do Partido Conservador em Manchester.

Johnson admitiu o forte clima de tensão enquanto os legisladores discutiam a possibilidade de a Grã-Bretanha deixar o bloco europeu em 31 de outubro, mas defendeu o uso de expressões como "ato de rendição'' para descrever a Lei Benn. Aprovada pela oposição pouco antes de a atividade legislativa ser suspensa no início de setembro, a lei obriga o primeiro-ministro a escrever para a UE pedindo a extensão do Artigo 50 - que determina as regras de separação de um membro do bloco - se nenhum acordo sobre o Brexit for aprovado pelo congresso até 19 de outubro.

A intenção era a de amarrar Johnson, evitando um rompimento mais drástico com a UE e coagindo o premiê a necessariamente mudar pela terceira vez a data para entrada em vigor da separação, agora para 31 de janeiro.

Já o ministro da Saúde britânico Matt Hancock disse neste domingo, 29, que o país "pode muito bem" deixar a União Europeia sem um acordo. "A melhor maneira de sair é com um acordo", disse Hancock ao Sky News no primeiro dia da conferência anual do Partido Conservador, na cidade de Manchester, no norte da Inglaterra. “Temos que terminar o Brexit. Absolutamente "nenhum acordo" pode muito bem acontecer. " /AP

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