Brasileira ilegal flagrada no Parlamento de Londres é deportada

Elaine Chaves Aparecida consegue burlar a segurança e trabalhar dois meses ilegalmente com falsa identificação

BBC Brasil,

11 de fevereiro de 2008 | 10h48

Uma brasileira foi deportada do Reino Unido após ter sido presa por estar trabalhando ilegalmente como faxineira no Parlamento britânico. A informação foi confirmada à BBC Brasil pelo Home Office, o Ministério do Interior britânico, que não especificou a data em que Elaine Chaves Aparecida, de 31 anos, retornou ao Brasil. A história foi revelada no fim de semana pelo jornal britânico The Sunday Telegraph, que teve acesso a um memorando interno enviado por Tony Smith, diretor regional da Border Immigration Agency, órgão controlador de imigração subordinado ao Home Office, ao secretário de imigração Liam Byrne. No documento, Smith relata que Elaine havia sido flagrada pela segurança do Parlamento no dia 31 de janeiro "tentando entrar no prédio para trabalhar como faxineira usando um cartão de identificação de uma outra pessoa". Depois de interrogada pela polícia, ela teria ficado presa durante alguns dias antes de retornar ao Brasil. Fraude Segundo o jornal, o diretor ainda admite na carta que as autoridades não sabiam como a brasileira havia obtido o passe de uma outra pessoa. De acordo com a reportagem, Elaine estaria ilegal no país desde dezembro de 2004 e estava trabalhando no Parlamento desde o dia 3 de dezembro do ano passado, tendo sido encaminhada pela agência Emprise Services. Em resposta à BBC Brasil, a Emprise sugeriu que a brasileira teria falsificado seu passaporte. "Já registramos casos de fraude de passaportes ou documentos às vezes muito difíceis de detectar, como este". Para o Telegraph, o incidente "é constrangedor para o governo porque expõe uma quebra flagrante na segurança na Câmara dos Comuns". "Como faxineira, ela teria acesso ilimitado a várias áreas do Parlamento, incluindo escritórios de parlamentares", diz o Telegraph. Ainda segundo comunicado do Home Office, o incidente é mais uma prova de que "é preciso que estrangeiros tenham carteiras de identidade, para ajudar os empregadores a checar informações de forma mais precisa".

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