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Brasileira que forjou ataque terá de deixar Suíça até fim do mês

Autoridades de imigração deram até o dia 31 de março para que Paula Oliveira abandone o país europeu

BBC Brasil, BBC

12 de março de 2010 | 14h48

A brasileira Paula Oliveira, condenada no ano passado por tentar enganar a Justiça da Suíça ao forjar um ataque neonazista contra ela própria, precisa deixar o país até o dia 31 de março.

O prazo foi dado pelas autoridades de imigração suíças, que decidiram não prolongar a validade do visto de permanência da brasileira.

O visto atual foi concedido na época em que a advogada trabalhava para uma empresa multinacional em Zurique. Hoje ela está desempregada.

Paula Oliveira poderia ter recorrido contra a decisão das autoridades suíças até o dia 5 de março, mas, de acordo com informações das autoridades de imigração de Zurique obtidas pela BBC Brasil, não o fez.

Em dezembro, Paula Oliveira foi condenada a pagar uma multa de 10,8 mil francos suíços (quase R$ 18 mil) pelos acontecimentos de fevereiro de 2009, além das custas do processo, outros 15 mil francos suíços.

Marcas no corpo

Quando o caso veio à tona, a brasileira disse que havia sido alvo de um ataque xenófobo de neonazistas.

Paula alegou que estava grávida e que tinha perdido gêmeos depois que os agressores marcaram, no corpo dela, as iniciais de um partido de extrema direita suíço.

O caso, entretanto, mudou de direção quando se descobriu que a brasileira havia mentido em seu depoimento. Paula confessou a automutilação.

Ao longo do caso, o governo brasileiro enviou ao governo suíço mensagens duras pedindo todo o rigor possível na investigação.

Na imprensa brasileira, o caso chegou a ganhar contornos nacionalistas e criou mal-estar na Suíça.

Com a decisão de não prolongar a permanência da advogada, a imprensa suíça voltou a tratar do caso com manchetes que lembraram o caso.

"Fora com ela!", "Adeus! Paula-mentira tem que deixar a Suíça definitivamente" e "Sem perdão para brasileira condenada" foram alguns dos títulos dados à notícia no país.

As autoridades suíças informaram que a advogada se mostrou disposta a deixar o país até o fim do mês.

 

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