Brian Cowen é eleito primeiro-ministro da Irlanda

Ministro das finanças ocupará o cargo de premiê após renuncia de seu antecessor, no poder há 11 anos

Agência Estado e Associated Press,

07 de maio de 2008 | 18h48

O ministro das Finanças, Brian Cowen, foi eleito primeiro-ministro da Irlanda nesta quarta-feira, 7. Cowen terá a missão de manter o curso em favor da integração européia do país, enquanto enfrenta turbulências na economia. Veja também:Miss Grã-Bretanha lança candidatura ao Parlamento Cowen venceu por 88 votos a 76, em votação realizada no Parlamento irlandês. Ele recebeu apoio dos três partidos da coalizão de seu antecessor, Bertie Ahern, que renunciou na terça-feira após 11 anos no poder. O novo primeiro-ministro foi aplaudido de pé após sua confirmação no cargo. Em seu discurso de posse, Cowen afirmou que a primeira prioridade do governo é liderar uma campanha pela aprovação do próximo tratado da União Européia (UE) em um referendo. A Irlanda é a única nação da UE que vai submeter o Tratado de Lisboa ao voto popular - uma eventual rejeição irlandesa na votação de 12 de junho poderia atrasar ou mesmo bloquear a implementação do texto. Cowen terá desafios também na área econômica. O desemprego este ano subiu para 5,6%, maior índice em uma década, e o país também sofre com as turbulências internacionais, como a crise das hipotecas de risco (subprime). Mudanças Cowen imediatamente anunciou mudanças no gabinete. Precisava preencher os espaços deixados por ele mesmo, até então ministro das Finanças e vice-primeiro-ministro. O novo primeiro-ministro apontou a parlamentar Mary Coughlan como sua vice-primeira-ministra, e Brian Lenihan como ministro das Finanças - cargo considerado essencial para quem almeja chegar a primeiro-ministro no país. Como Lenihan liderava o Ministério da Justiça, Dermot Ahern mudou da pasta das Relações Exteriores para a da Justiça. E Michael Martin ficou com o comando da política exterior. Cowen também pediu aos sindicatos de trabalhadores que não façam pedidos exorbitantes na rodada de negociações salariais que começou neste mês, em Dublin. Os líderes trabalhistas pedem aumentos superiores aos 5% de inflação do período.

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